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Incêndios: Prejuízos registados no dia 15 em Vale de Cambra rondam os 1,5 ME

Logótipo de O Jogo O Jogo 27/10/2017 Administrator

Os prejuízos já contabilizados em sequência do incêndio que a 15 de outubro destruiu 145 hectares de floresta em Vale de Cambra rondam os 1,5 milhões de euros, revelou hoje a Câmara Municipal.

A responsável da autarquia pela Proteção Civil, Vera Silva, indicou à agência Lusa que estão em causa estão sobretudo perdas registadas a três níveis: cerca de 300.000 euros relativos a danos com edifícios, maquinaria agrícola, eletrodomésticos e outros recursos materiais; 150.000 referentes a prejuízos registados por pequenos proprietários, como os afetos a plantações de mirtilo, apiários e vinhas; e 975.000 respeitantes à destruição de floresta, no que isso envolve de madeiras, recursos hídricos, pastorícia.

"Se não fosse a pronta intervenção dos bombeiros locais e dos reforços que entretanto chegaram, as proporções e consequências poderiam ser bem mais graves", observou, a propósito, o presidente da Câmara Municipal, José Pinheiro, sublinhando que "o violento incêndio do dia 15 resultou de uma deflagração que rapidamente tomou enormes proporções devido ao forte vento que se fazia sentir na altura".

O incêndio de Vale de Cambra afetou alguns aglomerados populacionais, mas, no que se refere a prédios de primeira habitação, só se verificaram estragos em três anexos utilizados como lavandaria, depósito de alfaias e outros bens idênticos.

"Perderam-se sobretudo coisas que estavam guardadas no exterior em lavandarias e arrumos, como tratores, fresas, motosserras e outro equipamento destinado à atividade agrícola e florestal", explicou Vera Silva. "Uma senhora também perdeu dois carros, mas, como o fogo só afetou anexos, ninguém ficou sem teto para dormir ou sem os bens de primeira necessidade que tinha em casa", acrescentou a responsável da autarquia pela Proteção Civil.

Ainda no que se refere a imóveis, o incêndio também provocou danos em duas escolas desativadas há alguns anos e que funcionam agora como sedes de coletividades locais e viram os respetivos telhados destruídos pelo fogo.

Já quanto a empresas, os prejuízos registados até à data foram apenas os relativos à matéria-prima acumulada nos estaleiros exteriores de uma serração e de uma carpintaria.

Vera Silva acredita, aliás, que, em termos económicos, a situação será mais complicada para os pequenos proprietários que, tendo em vinhas pequenas ou em apiários "o complemento necessário à sua subsistência, se veem agora sem rendimento suficiente para o dia-a-dia".

A contabilização destes prejuízos implicou "dois dias de atendimento nas áreas ardidas" por funcionários da autarquia afetos às divisões da Floresta e da Ação Social, e vem sendo complementada entretanto com novas informações por parte dos lesados.

Todos esses dados vêm sendo compilados em relatórios para atender às solicitações de entidades como a Direção Regional de Agricultura, a CCDRN - Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, o IAPMEI - Agência para a Competitividade e Inovação, e o próprio ICNF - Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas.

"A agilização do processo agora depende do ritmo dessas entidades e do detalhe que nos pedirem nos relatórios", observa Vera Silva. "E claro que o que acontecer daqui para frente dependerá ainda mais do que for decidido pela Administração Central", conclui.

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