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Incêndios: Vila Nova de Poiares com cerca de 70% do território ardido - autarquia

Logótipo de O Jogo O Jogo 16/10/2017 Administrator

O presidente da Câmara de Vila Nova de Poiares, no distrito de Coimbra, estima que já tenha ardido cerca de 70% do território do concelho, havendo "algumas dezenas de habitações" que ficaram destruídas.

A contabilização é feita juntamente com a área ardida de outros dois grandes incêndios que tinham afetado Vila Nova de Poiares durante o verão, mas o fogo de domingo foi "maior do que os outros", tendo atravessado o município de norte a sul, disse à agência Lusa o presidente da Câmara, João Miguel Henriques.

O autarca afirmou que "há algumas dezenas de habitações, entre casas devolutas, de segunda habitação e de primeira habitação" que ficaram destruídas pelas chamas.

No entanto, as de primeira habitação serão em menor número, ressalvou.

"Neste momento, o incêndio, na nossa área territorial, está extinto, havendo um ou outro reacendimento", notou, sublinhando que está agora a ser realizado o levantamento dos prejuízos.

João Miguel Henriques prevê que "os prejuízos sejam muito elevados", referindo que terá de solicitar apoio, nomeadamente do Governo, "para apoiar as pessoas que ficaram sem nada".

De acordo com o autarca, haverá muitas perdas de bens, entre explorações agrícolas e alfaias.

O presidente da Câmara de Vila Nova de Poiares afirmou também que percebe a revolta das pessoas que tiveram de combater as chamas sozinhas, mas sublinha que os bombeiros fizeram aquilo que estava ao seu alcance.

"Eu próprio estive sozinho na minha habitação, que foi rodeada pelas chamas e não tive apoio de ninguém. Não era possível ter um carro de bombeiros por habitação", frisou, sublinhando que, durante grande parte do dia de domingo, Vila Nova de Poiares teve de combater o incêndio apenas com recurso à sua corporação de bombeiros local.

Os meios "foram muito escassos face à dimensão do que aconteceu em Vila Nova de Poiares", realçou o presidente do município, acrescentando que chegou a pedir ajuda ao secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, mas que lhe foi transmitido que o país estava a passar "por uma onda invulgar de incêndios e que os meios disponíveis eram muito poucos".

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