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Incêndios: Visibilidade restrita durante queda de helicóptero em Castro Daire

Logótipo de O Jogo O Jogo 31/08/2017 Administrator

O céu estava "praticamente limpo", mas a visibilidade "era restrita por causa de fumo ligeiro leve" aquando a queda do helicóptero que combatia o incêndio em Cabril, no concelho de Castro Daire, que provocou a morte do piloto.

A descrição consta de uma nota informativa do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF) alusiva ao acidente ocorrido cerca das 11:20 de 20 de agosto, a que a agência Lusa teve hoje acesso.

O GPIAAF refere que, após uma segunda descarga de água, "quando se afastava em ascensão do local", o helicóptero AS 350 "terá voado lateralmente em direção aos cabos aéreos" de uma linha de transporte de energia elétrica, "tocado com o rotor traseiro e, em seguida, com o rotor principal".

"Os cabos foram cortados com o impacto das asas rotativas e o helicóptero sofreu uma perda de controlo, voando em direção ao terreno. O AS 350 tocou no solo e incendiou-se, sendo que o piloto sofreu ferimentos fatais e faleceu junto aos destroços", acrescenta.

Segundo o GPIAAF, nessa altura "o céu apresentava-se praticamente limpo, a visibilidade era restrita por causa de fumo ligeiro leve e a temperatura do ar era de 34ºC".

O helicóptero operado pela Everjets tinha saído às 10:52 da base de Armamar para apoiar o incêndio na freguesia de Cabril, transportando uma equipa de cinco elementos do Grupo de Intervenção de Proteção e Socorro (GIPS).

Ao chegar ao local, onde "o terreno é muito acidentado", a equipa do GIPS desembarcou "e a aeronave dirigiu-se para o ponto de recolha de água, encheu o balde e voltou para a primeira descarga", pode ler-se na descrição.

"Após esta operação de descarga, o helicóptero seguiu para novo enchimento de balde. Ao retornar, efetuou a segunda descarga", ocorrendo o acidente quando "se afastava em ascensão do local", acrescenta.

O helicóptero foi transportado para o hangar do GPIAAF em Viseu, onde será dado seguimento ao processo de análise e investigação.

O GPIAAF esclarece que esta informação "tem caráter provisório" e que "a investigação de segurança não tem por objetivo o apuramento de culpas ou a determinação de responsabilidades mas, e apenas, a recolha de ensinamentos suscetíveis de evitarem futuros acidentes ou incidentes".

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