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Incêndios: Zero quer mais pessoas e mais profissionais no terreno (CÁUDIO)

Logótipo de O Jogo O Jogo 22/10/2017 Administrator

A associação ambientalista Zero defendeu hoje "uma maior presença humana, e de forma profissional" e considerou "positivo" o anúncio pelo Governo, no sábado, da prevista contratação de equipas de sapadores florestais.

"A contratação de cem equipas de sapadores florestais é uma medida positiva. Nós temos vindo a reivindicar o reforço de equipas de sapadores florestais, que fazem toda a diferença", disse à agência Lusa, Paulo Lucas, da Zero-Associação Sistema Terrestre Sustentável, defendendo "um acompanhamento destas equipas, para que haja um trabalho concertado".

O dirigente referiu que num trabalho feito pela associação foram identificadas "diferenças de eficácia, em termos nacionais, entre as diferentes equipas".

"É preciso mais equipas mas que sejam eficazes no terreno", disse o responsável, para as quais defendeu "formação" profissional, nomeadamente em ações de fogo controlado, "que é uma das medidas necessárias para diminuir a carga de combustível que existe no ecossistema".

Outra "medida positiva" que foi anunciada foi a contratação e mais 50 vigilantes da natureza, mas que sejam colocados em territórios onde são necessários, advertiu.

O programa de voluntariado anunciado pelo Governo suscita "dúvidas" à Zero, que acha "importante a sensibilização dos jovens", "mas, além dos voluntários", considera que "são necessárias pessoas profissionais" no terreno, a fazer vigilância, nomeadamente nas zonas de periculosidade.

O ambientalista defendeu ainda a colocação de mil vigilantes, entre os meses mais críticos de junho a outubro, no terreno, uma medida teria um custo de cinco milhões de euros.

"A presença de pessoas no terreno é dissuasora de tantas ignições, e não basta só limpar estradas e determinadas medidas", como as anunciadas.

Para o ambientalista "não basta as torres de vigilância" para detetar os incêndios, "são precisos olhos na floresta para reduzir o número de ocorrências que temos, que é gigantesco".

No sábado, o Governo anunciou a disponibilização de uma verba total "entre 300 e 400 milhões de euros" para a recuperação das habitações e infraestruturas de empresas e autarquias, o apoio ao emprego e ao setor agrícola e florestal.

O Governo pretende em 14 meses concluir a reforma da Proteção Civil, que visa aproximar a prevenção do combate aos incêndios e reforçar o profissionalismo, o que deverá passar pela entrada do Estado na rede de comunicações SIRESP e por vários apoios dirigidos às populações e às zonas mais afetadas.

O Governo discutiu também no sábado a reforma nos sistemas de prevenção e combate aos incêndios e medidas de emergência de apoio às vítimas, depois dos fogos de Pedrógão Grande (em junho) e de vários concelhos das regiões Centro e Norte (15 e 16 de outubro), que provocaram a morte a mais de 100 pessoas e deixaram um rasto de destruição de casas, empresas e património florestal.

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