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Inquérito/CGD: Domingues admite ter trocado SMS com governantes sem revelar conteúdo

Logótipo de O Jogo O Jogo 18/07/2017 Administrator

O anterior presidente da Caixa confirmou hoje ter trocado SMS com governantes, sem revelar o seu conteúdo, e reiterou que, do seu ponto de vista, existia um compromisso para a dispensa de entrega de declarações ao Tribunal Constitucional.

Na segunda audição perante a comissão parlamentar de inquérito que tem por objeto apurar a atuação do Governo na nomeação, gestão e demissão da anterior administração da Caixa Geral de Depósitos (CGD), António Domingues foi, pela primeira vez, questionado diretamente pelo PSD - partido que pediu para o ouvir novamente - sobre a existência de mensagens escritas de telemóvel (SMS) trocados entre si e membros do Governo.

"Dialoguei com o Governo, o ministro das Finanças e o secretário de Estado [adjunto e das Finanças] e mais uma pessoa pelas mais variadas formas, em conversa, por SMS, por mail, por carta. Se há SMS trocados entre mim, o ministro e o secretário de Estado, há", referiu.

No entanto, o ex-presidente do banco público sublinhou, tal como tinha feito na primeira audição, que não divulgou nem publicitou "SMS nenhuns".

"Os SMS estão no meu telemóvel, ninguém os viu a não ser eu e os interlocutores", disse, admitindo, porém, que não fez segredo perante os seus amigos e pessoas próximas da sua "interlocução com o Governo".

O deputado do PSD, Virgílio Macedo, questionou-o então diretamente se as informações avançadas pelo comentador António Lobo Xavier no programa da Sic-Notícias "Quadratura do Círculo" eram verdadeiras.

"Será que o doutor António Lobo Xavier, conselheiro de Estado, enganou o Presidente da República ao dizer que havia SMS entre si e o Governo sobre a não entrega de declarações, acha-o capaz disso", questionou.

"Sou amigo do doutor António Lobo Xavier e a última coisa que me ocorria era ter dúvidas sobre o seu caráter", respondeu Domingues, considerando que os deputados da comissão "têm na mão" toda a documentação que lhes permite concluir sobre este processo.

E acrescentou: "Do meu ponto de vista não havia dúvida sobre o quadro em que eu estava a funcionar", disse, reiterando que colocou "como fundamental" a condição de não entrega das declarações de rendimento e património ainda antes de aceitar o cargo, sobretudo porque convidou pessoas para integrar a sua equipa.

O social-democrata Virgílio Macedo concluiu que, quando a questão da não entrega das declarações se tornou pública, "o Governo não teve a hombridade de honrar o compromisso".

"O Governo deixou-o sozinho e fê-lo passar por tolo, quando Vexa. não é tolo nenhum, é um dos quadros bancários mais qualificados", criticou, considerando que António Domingues foi "muito cristalino e transparente".

Na resposta, António Domingues disse não acreditar que fosse intenção do Governo fazê-lo passar por tolo.

"O dossier da Caixa era um dossier difícil, a partir de certa altura o Governo deixou de ter condições políticas para manter os compromissos, é essa a minha leitura", disse, reiterando o que já tinha afirmado no final de abril, na primeira vez que foi ouvido nesta Comissão.

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