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Instituto de Ação Social das Forças Armadas nunca estará perto da sustentabilidade - ministro

Logótipo de O Jogo O Jogo 10/09/2017 Administrator

O 'buraco' financeiro do Instituto de Ação Social das Forças Armadas (IASFA) ascende a 62 milhões de euros e esse subsistema nunca estará perto da sustentabilidade, disse o ministro da Defesa.

"Estamos a falar de algo em torno dos 62 milhões de euros", refere Azeredo Lopes, numa entrevista ao Diário de Notícias e à TSF, divulgada hoje, quando questionado sobre o "buraco financeiro" do IASFA.

Contudo, acrescenta, depois da "situação de desorganização inacreditável" com que se deparou quando iniciou o mandato, há cerca de dois anos, com a alteração das regras estatutárias foi possível a concentração das funções do IASFA naquilo que é realmente essencial e estancar o ritmo do aumento do défice.

Azeredo Lopes admite, contudo, que a situação "não vai nunca estar perto da sustentabilidade", já que se trata de um subsistema muito diferente dos outros, porque existiram centenas de milhares de pessoas envolvidas na guerra colonial e hoje o efetivo das Forças Armadas é de cerca de 28 mil pessoas.

"É evidente que quem contribui não pode nunca resolver os problemas da pirâmide que está, de alguma forma, invertida", afirma o ministro da Defesa Nacional, garantindo, contudo, que "em nenhuma circunstância se faltará a estas pessoas" e que as Finanças e os ministérios da Defesa e da Saúde "estão a trabalhar num modelo que permita perceber a temporalidade desta discrepância, desta pirâmide invertida", porque haverá "um momento em que a pirâmide voltará àquele que é o padrão".

Fora de questão está, assegura Azeredo Lopes, o IASFA integrar o subsistema na Segurança Social: "Essa hipótese não está em cima da mesa".

Quanto às expectativas sobre a dotação para a Defesa no Orçamento do Estado para 2018, o ministro diz que é "um processo 'on going'".

"Espero que no fim possa dizer que me sinto confortável. Tenho-me sentido confortável em anos anteriores, não vou esconder", afirma, pedindo prudência quando se fala na possibilidade de um reforço de 2%.

"É um objetivo. Os 2% estão associados depois a outros objetivos não menos importantes. Digo-lhe já que o mais confortável, para mim, é os 2%, porque estamos a 1,28, 1,30. Estamos a meio da tabela. Somos uma espécie de Paços de Ferreira se pudéssemos falar em termos futebolísticos. Estamos na zona clara e tranquila da manutenção", acrescenta.

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