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Intelectual suíço Tariq Ramadan fala em "campanha de calúnias" após denúncias de violação

Logótipo de O Jogo O Jogo 30/10/2017 Administrator

O intelectual suíço Tariq Ramadan, recentemente visado por duas queixas de violação sexual, denunciou a existência de uma "campanha caluniosa" contra si, provocada pelos seus "inimigos de sempre".

O professor de Estudos Islâmicos Contemporâneos na Universidade de Oxford, de 55 anos, é alvo desde a passada segunda-feira de um inquérito em Paris por agressão e violação sexual e ameaças de morte.

A primeira reação de Tariq Ramadan ao caso foi feita através de uma mensagem na rede social Facebook na noite de sábado, após uma segunda queixa, apresentada na quinta-feira contra si e na qual foram denunciados factos idênticos.

Depois de o advogado ter anunciado que iria apresentar uma queixa na segunda-feira por difamação, Tariq Ramadan afirmou que uma nova vai ser entregue nos próximos dias, dado que os seus adversários "engrenaram a máquina das mentiras".

"Eu sou, há vários dias, alvo de uma campanha de calúnias", escreveu, afirmando que estará "sereno e determinado" neste "longo e amargo combate".

Tariq Ramadan, que é neto do fundador da Irmandade Muçulmana, o egípcio Hassan El-Banna, goza de elevada popularidade junto dos muçulmanos conservadores. No entanto, também é altamente controverso, sobretudo nas esferas laicas, que o veem como promotor de um Islão político.

Segundo os jornais Le Monde e Le Parisien, a primeira queixa foi apresentada por uma mulher, que fornecendo certificados médicos, o acusa de "episódios de violência sexual de grande brutalidade", os quais terão tido lugar num hotel em Lyon, em outubro de 2009.

Esse testemunho sucede ao de uma antiga salafista que se tornou militante feminista e laica. Henda Ayari, de 40 anos, que publicou as acusações na sua página no Facebook, em 20 de outubro, foi ouvida na terça-feira pelas autoridades sobre o caso que alegadamente remonta a 2012 em Paris.

Numa entrevista publicada pelo jornal Le Parisien, Henda Ayari contou que estava "sob influência mental" de Tariq Ramadan, que ameaçou retaliar, mas disse ter recusado permanecer em silêncio "porque Tariq Ramadan utiliza o Islão para satisfazer os seus impulsos sexuais".

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