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Investigadores de ataque químico na Síria denunciam sofrer pressões políticas

Logótipo de O Jogo O Jogo 06/07/2017 Administrator

Os investigadores da comissão conjunta ONU e OIAC encarregados de determinar os autores do ataque químico de 04 de abril na Síria, são submetidos a pressões políticas, denunciou hoje o chefe dos investigadores.

Após uma reunião com o Conselho de Segurança das Nações Unidas, Edmond Mulet queixou-se da existência de um "ambiente altamente politizado", em que "partes interessadas" tentam influenciar a comissão acerca do resultado da investigação.

Um relatório de especialistas da Organização Internacional para a Interdição de Armas Químicas (OIAC), divulgado na semana passada, confirmou a utilização de gás sarin no bombardeamento efetuado na localidade de Khan Cheikhoun, em que morreram 87 pessoas, e que provocou uma vaga de indignação a nível mundial.

"Temos, infelizmente, mensagens diretas e indiretas permanentemente a explicarem como devemos fazer o nosso trabalho", disse aos jornalistas o chefe dos investigadores.

"Algumas mensagens são muito claras e dizem que, se não fizermos o nosso trabalho", segundo o que pretendem, "não vão aceitar os resultados a que chegarmos", acrescentou.

De acordo com diplomatas, as pressões vêm de Rússia, embora Edmond Mulet tenha dito que "as mensagens vêm de todo o lado", sugerindo que alguns países ocidentais também exercem pressões.

O ataque químico teve lugar em Khan Sheikhoun, na província de Idlib, uma região controlada maioritariamente pelos rebeldes e fações islâmicas, no noroeste da Síria.

Os resultados da investigação serão usados por uma equipa de investigadores da OIAC, com sede em Haia, e das Nações Unidas para apurar quem foi responsável pelo ataque com as armas químicas.

Washington responsabilizou, desde o início, o regime do Presidente sírio, Bashar al-Assad, pelo ataque, tendo retaliado, dias depois, com o disparo de 59 mísseis "Tomahawk" contra a base aérea síria de onde terão partido os aviões que lançaram armas químicas.

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