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Investigadores tentaram sem sucesso reunir-se com reitor da Universidade de Lisboa

Logótipo de O Jogo O Jogo 20/07/2017 Administrator

Cerca de uma centena de investigadores precários da Universidade de Lisboa tentaram hoje sem sucesso reunir-se com o reitor, a quem reclamam que abra concursos para os integrar.

Concentrados em frente ao edifício da reitoria, entregaram à secretária do reitor um abaixo-assinado com mais de 600 assinaturas e receberam o compromisso de que será marcada uma reunião assim que António Cruz Serra tiver disponibilidade.

"Estas pessoas não podem continuar assim", disse à agência Lusa o sindicalista Tiago Dias, do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa, lembrando que também é do seu trabalho que depende a capacidade de as universidades obterem boas classificações nos 'rankings' internacionais e conseguirem "mais alunos, melhores alunos e mais financiamento".

O reitor da Universidade de Lisboa argumentou em declarações à Lusa que "os concursos não poderão ser abertos até que haja reforço orçamental para os poder suportar", alegando que, "só no primeiro ano, os novos contratos correspondem a um custo salarial superior a 14 milhões de euros".

O decreto-lei sobre o emprego científico, com as alterações decorrentes da apreciação parlamentar, refere, no entanto, que a FCT suportará os custos da contratação de doutorados para o desempenho de funções que estivessem a ser exercidas em instituições públicas por bolseiros doutorados que eram financiados direta ou indiretamente pela FCT, há mais de três anos.

É a esse pressuposto da lei que os precários se ligam para reclamar a resolução da sua situação.

Gonçalo Velho, do Sindicato Nacional do Ensino Superior, afirmou que "é incompreensível" que não se aplique o disposto na lei.

"O reitor não é o dono das ações da Universidade", salientou, indicando que é "um funcionário público" como os que hoje tentaram falar com ele.

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