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Investimento de 11 MEuro alarga prospeção de diamantes à província angolana do Moxico

Logótipo de O Jogo O Jogo 13/10/2017 Administrator

Um grupo empresarial mineiro liderado pela concessionária diamantífera angolana Endiama vai investir mais de 12,7 milhões de dólares (11 milhões de euros) para prospeção de depósitos secundários de diamantes na província do Moxico, no leste do país.

De acordo com um despacho assinado pelo anterior ministério da Geologia e Minas, Francisco Queiroz, com data de 29 de setembro e ao qual a Lusa teve hoje acesso, a prospeção será feita numa área de 3.000 quilómetros quadrados (km2) daquela província, atualmente apenas com explorações diamantíferas artesanais.

O documento refere que os direitos mineiros para a concessão de Luanguinga são atribuídos à Endiama Mining (empresa do grupo Endiama, concessionária estatal do setor diamantífero angolano), que tem uma quota de 30% na sociedade que a vai explorar.

O grupo empreiteiro integra ainda os privados da Alpar (40%), da Hipergesta (10%), da Mokifepa (10%) e da Soema (10%).

Recentemente, a Endiama e outras empresas privadas assumiram uma concessão idêntica, também numa área de 3.000 km2, mas na província da Lunda Norte, para prospeção de depósitos secundários de diamantes, neste caso com um investimento de 7,2 milhões de dólares (6,1 milhões de euros).

A Lusa noticiou no final de julho que as receitas fiscais angolanas com a venda de diamantes aumentaram quase 4%, o equivalente a 280 milhões de kwanzas (1,4 milhões de euros), no primeiro semestre, face ao mesmo período de 2016.

A informação resulta de dados do Ministério das Finanças sobre a arrecadação de receitas diamantíferas entre janeiro e junho de 2017, apontando que Angola vendeu em seis meses 4.712.584 quilates, que renderam 7.566 milhões de kwanzas (38,7milhões de euros) em receitas fiscais, como Imposto Industrial e 'royalties' pagos pelas empresas mineiras.

As vendas globais no primeiro semestre de 2017 ascenderam a 517 milhões de dólares (439 milhões de euros), período em que Angola chegou a exportar cada quilate a um preço médio de 123 dólares, pico atingido no mês de março.

Os diamantes renderam a Angola, em vendas globais, 1.082 milhões de dólares (920 milhões de euros) em 2016, uma redução de 100 milhões de dólares (85 milhões de euros) comparativamente a 2015, segundo dados avançados em dezembro passado pelo então ministro da Geologia e Minas de Angola, Francisco Queirós.

"Em 2016, o subsetor dos diamantes registou um bom desempenho no que se refere à produção industrial, tendo-se registado uma diminuição considerável no mercado artesanal motivado pela escassez de divisas no mercado cambial", explicou na altura o governante.

A produção total de diamantes atingiu os 8.934.000 quilates, correspondente a 99,21% da meta corrigida de 2016.

O Governo angolano estima que com a entrada em operação do maior kimberlito do mundo, a mina de Luaxe, na província angolana da Lunda Sul, e de outros projetos de média e pequena dimensão nas províncias diamantíferas das Lundas Norte e Sul, de Malanje, do Bié e do Cuando Cubango, o país poderá duplicar a produção diamantífera anual já a partir de 2018.

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