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Irão fecha fronteiras com Curdistão iraquiano, Turquia admite fechar espaço aéreo

Logótipo de O Jogo O Jogo 25/09/2017 Administrator

Teerão, 25 (Lusa) -- O Irão fechou as suas fronteiras com o Curdistão iraquiano, anunciou o porta-voz do ministério iraniano dos Negócios Estrangeiros, citado pela agência Tasnim.

"Por pedido do Governo iraquiano, fechámos as nossas fronteiras terrestres e aéreas" com o Curdistão iraquiano, afirmou Bahram Ghassemi.

O responsável qualificou de "ilegal e ilegítimo" o referendo sobre a independência organizado pela região autónoma do Curdistão iraquiano ao arrepio da oposição de Bagdad e dos países vizinhos.

No domingo, o Irão tinha anunciado a suspensão de todos os voos iranianos para os aeroportos de Erbil e Souleiymanieh, bem como todos os voos que partem do Curdistão iraquiano através do Irão.

"O Irão está comprometido com a integridade territorial, a soberania nacional e o desenvolvimento democrático do Iraque e qualquer ação contrária a esses princípios (...) pode causar danos a todos, especialmente aos curdos", disse.

Entretanto, o primeiro-ministro turco, Binali Yildirim, afirmou que o seu país também está a considerar fechar o espaço aéreo, bem como a fronteira terrestre para o norte do Iraquia, em resposta ao referendo sobre a independência na região curda do Iraque.

Binali Yildirim anunciou igualmente que Ancara imporá sanções ao Curdistão iraquiano, em coordenação com Bagdad, pelo referendo independentista que hoje decorre, mas não espeficiou.

"Para nós, a única autoridade legítima é Bagdad. O espaço aéreo e os cruzamentos das fronteiras dependem do governo central - que inclui os oleodutos", disse Yildirim em entrevista à NTV turca.

"Recebemos pedidos oficiais de Bagdad. Agora estamos a avaliar no gabinete quais as sanções que são mais fáceis de implementar e em breve tomaremos essas medidas", afirmou o primeiro-ministro.

Questionado sobre o que acontecerá com a exportação de petróleo bruto de Erbil através da Turquia para o porto mediterrâneo de Ceyhan, Yildirim respondeu que esse aspeto também "depende do governo central" e que as condições seriam revistas "se houvesse um pedido para isso".

"A obstinação com o referendo prepara o cenário para choques bruscos e o preço será pago por cidadãos inocentes", acrescentou.

Pelo menos 5,3 milhões de curdos são hoje chamados às urnas, numa votação que termina às 18:00 (16:00 em Lisboa) nas quatro províncias da região curda, Dohuk, Erbil, Suleimaniya e Halabja, bem como nos territórios disputados entre os governos de Bagdad e Erbil (capital do Curdistão) nas províncias de Kirkuk, Diyala e Ninive.

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