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Itália vai ter excertos do diário de Anne Frank antes dos jogos

Logótipo de O Jogo O Jogo 24/10/2017 Hugo M. Monteiro

Comentários antissemitas proferidos pelos adeptos da Lázio estão na origem da decisão.

A Federação Italiana de Futebol (FIGC), que já abriu uma investigação com a colaboração da Procuradoria de Roma aos adeptos da Lázio, decidiu decretar um minuto de silêncio antes do início de todos os jogos da primeira, segunda e terceira divisão, no qual se lerá um excerto do Diário de Anne Frank.

De acordo com o ministro italiano do Desporto, Luca Lotti, e a União das comunidades judaicas italianas (UCEI), este gesto tem como objetivo continuar a "cultivar a memória do holocausto" e incentivar a que o desporto transmita valores que formem consciências.

O antigo primeiro-ministro Matteo Renzi recorreu ao Facebook para expressar o seu mal-estar: "Se fosse presidente de uma equipa de futebol, amanhã apareceria no campo com a Estrela de David em substituição do patrocinador. E explicaria por que me causa calafrios pronunciar o nome de Anne Frank".

© DR

No domingo, no estádio Olímpico de Roma, alguns ultras da Lázio deixaram coladas, na curva correspondente aos adeptos do seu rival histórico, imagens de Anne Frank com uma camisola da Roma, uma fotomontagem que já tinha indignado Itália há quatro anos.

Esta terça-feira, o presidente da Lázio anunciou que vai enviar, anualmente, 200 jovens adeptos do clube ao campo de concentração e extermínio de Auschwitz (Polónia), depois de ter visitado a sinagoga de Roma, onde depositou uma coroa de flores.

"Queremos, uma vez mais, reafirmar a nossa posição com um gesto claro e inequívoco: ninguém pode usar a Lázio. A maioria dos nossos seguidores está ao nosso lado, contra o antissemitismo", garantiu Claudio Lotito, que informou também que os seus jogadores querem aquecer, antes do encontro de quarta-feira, com o Bolonha, com uma camisola com a fotografia da jovem alemã, que morreu no campo de concentração de Bergen-Belsen, em 1945.

O treinador da Lázio, Simone Inzaghi, mostrou-se igualmente incomodado com o ocorrido, considerando que os autores de tamanha provocação são "umas poucas maçãs podres".

Em comunicado, o presidente italiano, Sergio Mattarella, qualificou de "inumano" e "alarmante" o episódio, exortando a que os responsáveis sejam excluídos definitivamente dos estádios.

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