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Jazz em Agosto conta com músicos criativos que fazem "um retrato da atualidade"

Logótipo de O Jogo O Jogo 25/07/2017 Administrator

A 34.ª edição do Jazz em Agosto, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, que abre na sexta-feira, apresenta um cartaz fiel às suas características, com "os músicos mais criativos" que façam "um retrato da atualidade".

O diretor artístico do certame, Rui Neves, em declarações à agência Lusa, afirmou que a preocupação do Jazz em Agosto foi sempre procurar o jazz muito atual, 'de ponta', o mais contemporâneo possível, e apresentar os músicos mais criativos do hemisfério norte, dos Estados Unidos, Canadá, Norte da Europa, Escandinávia e Europa Central.

Este ano, o Jazz em Agosto realiza-se a partir da próxima sexta-feira, até 06 de agosto, abrindo com "Sélébéyone", um projeto do saxofonista Steve Lehman, "um pensador essencial sobre o estado do jazz", que trabalhou com Anthony Braxton. Festival encerra com o trompetista Dave Douglas, como sempre esquivando-se, "com notável habilidade, a todos os lugares-comuns".

O projeto "Sélébéyone", de Steve Lehman, junta o jazz com o rap e que apresenta, no palco do anfiteatro, nos jardins da Gulbenkian, além de Lehman (saxofone alto), os "rappers" HPrizm e Gaston Bandimic, e os músicos Maciek Lassere (saxofone soprano), Carlos Homs (teclado), Chris Tordini (baixo elétrico) e Damion Reid (bateria).

Este ano, pela primeira vez, o Jazz em Agosto disponibiliza dois "passes", um para todos os concertos no anfiteatro, e outro para cada fim de semana.

O músico David Torn (guitarra elétrica) apresenta-se pela primeira vez em Portugal, com o projeto "Sun of Goldfinger". O músico atua no próximo sábado, no anfiteatro, em trio com Tim Berne (saxofone alto) e Ches Smith (bateria), "músicos com os quais tem uma ligação muito forte", segundo Rui Neves.

"David Torn é um guitarrista muito peculiar, nada corriqueiro, de fazer solos cheios de fogo-de-artifício, é um construtor de ambientes", disse.

O Jazz em Agosto foi imaginado por Madalena Azeredo Perdigão, que foi diretora do antigo Serviço de Animação, Criação Artística e Educação pela Arte (Acarte), da Fundação Calouste Gulbenkian, e é hoje "agenda obrigatória para um público fiel, tanto nacional como estrangeiro".

Rui Neves afirmou que "foi ela própria [Madalena Perdigão] quem inventou a ideia do Jazz em Agosto, com o propósito de refletir a contemporaneidade do jazz". "Essa sempre foi a ideia e mantém-se", asseverou Rui Neves à Lusa.

Entre os nomes portugueses que participam este ano, sobressai o do violinista Carlos Zíngaro, integrado no Sudo Quartet, que atua no dia 02 de agosto no anfiteatro, o duo Pedro Sousa (saxofone tenor e barítono, e eletrónica) e Pedro Lopes (eletrónica), que apresenta "Eitr", no dia 05 de agosto, no Edifício Coleção Moderna (ex-CAM-Centro de Arte Moderna), e a trompetista Susana Santos Silva, integrada num quinteto.

"A Susana [Santos Silva] começou na Orquestra de Jazz de Matosinhos, em finais da década de 1990, mas é um facto que tem um talento natural, inato. Há cerca de quatro anos, decidiu radicar-se em Estocolmo, e irradiar a partir daí", afirmou Rui Neves.

Susana Santos Silva atua em Lisboa, com a saxofonista dinamarquesa Lotte Anker, "que é muito reconhecida", o pianista Sten Sandell, o contrabaixista Torbjörn Zetterberg e o baterista Jon Fält. Este grupo estreou-se no Festival Tampere, na Finlândia, em 2015, sendo o seu único disco, com o selo da Clean Feed, a gravação desta atuação.

Este quinteto atua no dia 01 de agosto, no anfiteatro.

À Lusa, Rui Neves referiu que "é música improvisada feita por músicos muitíssimo competentes, que têm um [forte] sentido de musicalidade".

O diretor artístico do certame assinalou "três gerações de músicos portugueses, com orientações [musicais] muito diferentes" que participam nesta edição.

A geração mais velha é representada por Carlos Zíngaro, a intermédia, por Susana Santos Silva e, a mais nova, pelo duo Pedro Sousa & Pedro Lopes, "todos eles unificados por essa procura de novas linguagens, a caminho da renovação".

O festival encerra a 06 de agosto, com o trompetista Dave Douglas, acompanhado por Ian Chang (bateria), Jonathan Maron (baixo elétrico) e Rafiq Bhatia, em eletrónica, que surge "não como um acrescento aos instrumentos convencionais, mas antes como um elemento orgânico que remete para obras seminais de Miles Davis ou John Hassell", segundo a apresentação.

A Coax Orchestra, do guitarrista Julien Desprez (30 de julho), o duo do saxofonista Peter Brötzmann, com a guitarrista Heather Leigh Pedal (31 jul), o coletivo Starlite Motel (03 de agosto), o quinteto do saxofonista Larry Ochs, com o contrabaixista Pascal Niggenkemper (04 agosto), e o quarteto Human Feel, dos saxofonistas Chris Speed e Andrew D'Angelo, guitarrista Kurt Rosenwinkel e do baterista Jim Black (05 agosto) são outros nomes para o jazz, no auditório ao ar livre.

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