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Jazz ocupa Caldas da Rainha durante 45 dias com o regresso do festival internacional

Logótipo de O Jogo O Jogo 12/10/2017 Administrator

Jacqui Naylor, o Club des Belugas e Patrícia Barber são algumas das propostas do Caldas Nice Jazz, festival que, de 18 de outubro a 01 de dezembro, reúne músicos de vários países nas Caldas da Rainha.

A cumprir a sua sétima edição, o Festival alarga este ano a duração a 45 dias de concertos, tertúlias, 'workshops' e 'afterpartys', mantendo "um conjunto distinto de estilos que fazem deste um festival de referência", disse à agência Lusa Carlos Mota, diretor do Caldas Nice Jazz e do Centro Cultural e de Congressos (CCC) das Caldas da Rainha, que acolhe o evento.

O programa desta edição põe em destaque grupos de referência internacional como o Club des Belugas, com Brenda Boykin, uma das principais bandas de NuJazz na Europa - New Urban Jazz -, que combina os estilos contemporâneos European Lounge e NuJazz, de origem eletrónica, com Brazilian Beats, Swing e American Black Soul dos anos cinquenta, sessenta e setenta.

Ao palco do CCC sobem também Jacqui Naylor e Art Khu para um espetáculo de Smooth Jazz, numa mistura de estilos em que desfilam canções intemporais do universo pop-rock e temas originais.

A texana Hailey Tuck leva ao festival o jazz dos anos de 1930, vestidos 'vintage' e filmes a preto e branco, oferecendo ao público uma 'belle époque' do século XXI, segundo a organização, no âmbito de um cartaz que integra ainda a 'slide guitar' e a voz blues de Jack Broadbent, os reflexos harmónicos de Aaron Goldberg e a mestria da cantora e pianista Sarah Mackenzie.

Em português do Brasil, o Caldas Nice Jazz apresenta o projeto em que a compositora e pianista Patrícia Lopes entrelaça poesia e melodias interpretando "O Feminino em Fernando Pessoa".

Em português de Portugal, destaca-se a parceria artística de Afonso Pais e Rita Maria, que levam ao CCC o projeto "Além das Horas".

A 01 de dezembro, 45 dias após o arranque, o festival encerra com um concerto de Patrícia Barber, um dos principais rostos do jazz avant-garde de nível mundial, como destaca a organização. Barber regressa agora a Portugal, para atuar também no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, no dia seguinte, depois de um interregno de nove anos, quando se apresentou na capital portuguesa, no Porto e em Aveiro.

Ao programa internacional, o festival volta a juntar um cartaz paralelo que, sob o lema "Jazz na cidade", oferece este ano 12 concertos gratuitos e duas 'afterparties' de livre acesso, em cafés, restaurantes, escolas e hotéis.

Três dos concertos têm este ano a particularidade de se realizarem no vizinho concelho de Óbidos, integrados na programação do Folio -- Festival Literário Internacional, que decorrerá na vila de 19 a 29 deste mês.

"É a primeira vez que o festival sai das fronteiras do concelho numa lógica de parceria e de valorização da região", disse à Lusa o diretor do Caldas Nice Jazz, admitindo a expetativa de que "esta prática se possa estender a outros concelhos" e que o festival assuma uma dimensão regional.

Na vertente educativa o festival tem a decorrer, desde o dia 07, um 'wokshop' para a formação de jovens músicos, em formato de orquestra de jazz alargada, ao estilo Big Band e que culminará, no dia 22, com a apresentação do concerto final dos formandos.

O programa mantém ainda a cooperação com as filarmónicas locais e da região, "convidando-as anualmente a apresentar um concerto de jazz, incorporando no seu historial novas áreas musicais ", explicou o diretor.

Em anos anteriores o programa abrangia ainda "o jazz vai à escola", com formação ministrada a crianças de escolas do concelho, iniciativa, segundo Carlo Mota, "interrompida este ano para reestruturar o formato dessa formação e formalizar num novo protocolo com a Câmara [das Caldas da Rainha]".

"No programa mantemos a cooperação com as filarmónicas locais e da região, convidando-as anualmente a apresentar um concerto de jazz, incorporando no seu historial novas áreas musicais que se oferecem ao público", disse à Lusa.

O Caldas Nice Jazz conta este ano com um orçamento que oscila entre os 55 e os 60 mil euros, dos quais 12.500 comparticipados pela autarquia e o restante suportado por patrocinadores e receitas de bilheteira.

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