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João Soares conta segredo do título nacional do Benfica

Logótipo de O Jogo O Jogo 15/06/2017 Ana Proença

João Soares, extremo do Benfica acabado de se sagrar campeão nacional, desvendou, em entrevista a O JOGO, as chaves para uma temporada bem-sucedida.

Foi em 2013/14 que João Soares regressou a Portugal, para jogar em Oliveira de Azeméis e tendo a ideia de, passado um ano, voltar a emigrar. No entanto, o convite do Benfica surgiu e o extremo acabou por viajar para Lisboa, somando já três épocas na Luz e dois títulos nacionais (2015 e 2017). O mais recente foi diferente, pois, desta vez, foi campeão em casa.

Como foi celebrar o título na Luz?

- Desde que que estou no Benfica, não me lembro de ver um pavilhão tão cheio como naquele dia, estava mesmo lotado. Foi realmente inacreditável, ajudou imenso na vitória que conseguimos. Foi o momento mais marcante desde que aqui estou.

O que explica o domínio do Benfica na final?

- Soubemos lidar muito bem com a pressão. Preparámo-nos tática e mentalmente. No Dragão, conseguimos pôr o nosso plano em prática, não corremos muitos riscos, não tentámos ganhar por muitos... Ganhámos por diferenças pequenas, mas era isso que queríamos para depois, em casa, ser teoricamente mais fácil.

Mas ganhar a final por 3-0 surpreendeu-o?

© Tony Dias/Global Imagens

- Surpreendeu mais as pessoas de fora. Se calhar, muitos não estavam à espera, mas, entre nós e equipa técnica, sempre foi passando a ideia que era perfeitamente normal trazer as duas vitórias do Dragão.

Durante a fase regular houve alguma inconsistência. Como lidaram com isso?

- De facto, ali a meio da época sofremos algumas derrotas e sentimos que não estavam a acreditar tanto no nosso trabalho, mas nós, com o espírito de equipa que temos, sabíamos que aquilo fazia parte. Esses resultados não iam afetar o grande objetivo. Mesmo ficando em segundo na fase regular, acreditávamos que era possível sermos campeões.

Vê-se a criar uma ligação de longa data com o Benfica?

- Nunca me senti tão acarinhado e feliz num clube. Já disse que, neste momento, em Portugal, só me vejo a jogar no Benfica. Se o clube assim o entender, é uma ligação para continuar.

Em relação ao domínio que o Benfica vai tendo nas várias modalidades, o que é que proporciona isso?

- As condições e o apoio que nos oferecem é algo que nunca vi e já joguei fora de Portugal. Isso também se deve ao Tiago Pinto [n.d.r.: assessor de Luís Filipe Vieira], uma pessoa espetacular, que está sempre connosco. No final, esse apoio que nos dão faz com que sejamos nós campeões e não outros.

Um percurso do andebol até à Sérvia

Por influência do pai, que foi jogador, João Soares foi praticante de andebol na Artística de Avanca, até que começou "a crescer e a ser muito mais alto do que os outros". "Aos 13 anos, fui experimentar aquelas captações de início de época da Ovarense. Gostei e pedi aos meus pais para trocar", recorda o extremo, que aos 18 anos já jogava na Sérvia, pois chamou a atenção do Partizan de Belgrado num Europeu de sub-18. "Gosto muito do país, mas na equipa não foi fácil. Não encontrei aquilo a que estamos habituados aqui, de sermos todos amigos no balneário e de querermos o sucesso uns dos outros. Era cada um por si", descreve. Depois, Soares ainda voltou a emigrar - alinhou no Planasa Navarra, da LEB Ouro espanhola (segundo escalão), em 2012/13 -, sendo presença assídua na Seleção Nacional. Este verão, deverá estar entre os eleitos de Mário Gomes para disputar a pré-qualificação do Mundial 2019, frente à Bulgária e Bielorrússia.

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