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Jogadores da seleção guineense de futebol vão jogar contra Namíbia no sábado

Logótipo de LusaLusa 09/06/2017 Isabel Marisa Serafim
ANTÓNIO COTRIM/LUSA FILES © LUSA / ANTÓNIO COTRIM ANTÓNIO COTRIM/LUSA FILES

Bissau, 09 jun (Lusa) - A seleção de futebol da Guiné-Bissau vai defrontar a Namíbia, no sábado, depois de o governo guineense ter revelado que os jogadores guineenses vão receber os prémios e subsídios que reclamam.

Em nome dos jogadores, o capitão da seleção guineense, José Lopes 'Zezinho', disse que hoje vão treinar, para, no sábado, defrontarem a Namíbia, no primeiro jogo do grupo K da fase de apuramento para a Taça das Nações Africanas (CAN), que se disputa em 2019, nos Camarões.

Contactada pela Lusa, a diretora-geral do Desporto, Conceição Évora, disse que "existe um compromisso" assumido pelo Ministério das Finanças para "até terça-feira, o mais tardar na quarta-feira", todas as dívidas com os jogadores e equipa técnica da seleção serem pagas.

A responsável enfatizou o facto de o compromisso ter sido assumido depois de uma reunião entre os ministérios do Desporto, Finanças e a federação de futebol, durante a qual foi feito "um rastreio exaustivo" de todas as dívidas em atraso.

Conceição Évora explicou que ainda hoje era possível pagar parte da dívida, mas os jogadores recusaram, alegando preferir receber a totalidade do dinheiro.

Os jogadores da seleção guineense deixaram de treinar na quarta-feira em protesto pela falta de pagamento de prémios de jogos e despesas feitas por vários elementos do grupo, nomeadamente a compra de passagens aéreas e pagamento de hotéis.

O capitão da seleção guineense, que falou aos jornalistas, ladeado de todos os elementos do plantel, precisou que tomaram a posição por uma questão de "respeito" e não de dinheiro.

"Estamos a lutar pelo futuro dos mais novos, porque entendemos que o respeito é mais do que tudo", observou Zezinho, formado no Sporting e agora a representar uma equipa grega.

O capitão da seleção guineense disse também que vão jogar contra a Namíbia em nome da consciência, mas também por respeito ao país.

"Entendemos que se não jogarmos isso seria mau para o nosso país", declarou o capitão da seleção guineense.

MB // VR

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