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Jonas e físico condicionam rendimento de Pizzi

Logótipo de O Jogo O Jogo 06/10/2017 Francisco Sebe

Especialistas apontam que o posicionamento do camisola 10, assim como a sobrecarga física e as debilidades defensivas das águias, está a provocar mudanças no jogo do médio, tirando-o da zona de tiro.

Com apenas 19 passes frente ao Marítimo, Pizzi alcançou um registo negativo em 2017/18. Até agora, o camisola 21, que se está a revelar menos rematador e menos eficaz - tem seis remates e zero golos, contra os 12 disparos da época passada, na qual levava já três golos -, não tinha baixado sequer, como titular, dos 40 passes, no empate (1-1) diante do Rio Ave. Além da reduzida participação no jogo encarnado, o camisola 21 acabou também por revelar a pior eficácia, pois acertou apenas 65 por cento desses passes. O jogo menos conseguido valeu-lhe até a substituição, algo raro com o Benfica à procura de corrigir o resultado. Henrique Calisto e Daúto Faquirá defendem a O JOGO que "a instabilidade e o estado da equipa condicionam" o camisola 21, apontando ainda a situação física, os problemas defensivos e a posição de Jonas como fatores decisivos para a quebra de rendimento. Daúto Faquirá lembra que Pizzi "não teve um início de época normal" e que está sujeito a uma "grande sobrecarga". "Foi dos mais utilizados na temporada passada, esteve na Taça das Confederações e mal fez pré-época. Não tem podido descansar e isso tem reflexos", defende.

© EPA/Gregório Cunha

Melhor marcador do Benfica, com dez golos, Jonas é, curiosamente, outro fator a pesar em Pizzi. "Tem marcado, mas não tem contribuído muito em termos coletivos, como noutras ocasiões. E numa equipa que joga só com dois médios, o Jonas não tem estado tão bem no apoio", atira Daúto Faquirá, enquanto Henrique Calisto considera mesmo que "o Benfica é refém do Jonas em termos táticos". "Com ele, tem de jogar com dois pontas de lança e aí não pode fugir do 4x4x2", atira, sublinhando que face a esse sistema, e "num momento em que a equipa não está bem e sofre muitos golos, o Pizzi vai entrar em dúvida" sobre o seu posicionamento em campo.

citacaoRegisto: em 2016/17, o internacional luso tinha já três golos, agora está em branco

"O Benfica expõe-se muito. As lacunas defensivas estão mais evidentes e isso leva até a uma sobrecarga defensiva do Pizzi", refere Daúto Faquirá, enquanto Henrique Calisto aponta: "Com a equipa em pior forma e com menor confiança, o Pizzi, na dupla função de organização e recuperação, acaba por sentir que se subir até à zona de finalização, pode criar um buraco lá atrás. Até os centrais acabam por chamá-lo para ficar mais atrás."

Obrigado a disputar mais duelos com os adversários do que em 2016/17, Pizzi aparece também menos em zonas de finalização, face às características dos avançados lançados por Rui Vitória. "O Mitroglou era mais posicional: dava mais opções de passe frontal e de situações para a subida dos colegas", descreve Daúto Faquirá, com ambos os especialistas a frisarem que "o Benfica sente dificuldades perante equipas de maior exigência e que fecham melhor".

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