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Jornal governamental retirado de circulação por denunciar censura na Guiné Equatorial

Logótipo de O Jogo O Jogo 01/08/2017 Administrator

O semanário governamental Ebano foi retirado de circulação pelas autoridades na Guiné Equatorial por ter publicado uma entrevista a um jornalista denunciando "a falta de proteção aos jornalistas e a censura" no país.

"O ministro pediu para serem retirados todos os jornais que haviam sido distribuídos e, em seguida, queimá-los", disse hoje à agência de notícias francesa AFP uma fonte do Ministério da Informação.

"Os meus superiores disseram que não se pode publicar algo assim, dizendo que os jornalistas não são protegidos", de acordo com a mesma fonte.

Um responsável pelo jornal Ebano confirmou a retirada deste número do jornal, declarando ainda que pediu para "arquivar" o número que contém a entrevista.

O Ebano publicou uma entrevista com o jornalista independente Samuel Obiang Mbaba, que é correspondente na Guiné Equatorial da AFP, da África do Nº.1 e da rádio alemã Deutsche Welle (DW).

"A imprensa nacional é uma prisão, há muita censura e isso é muito mal para a profissão", afirmou Obiang Mbaba na entrevista, intitulada "Os jornalistas da Guiné Equatorial estão sem proteção".

O próprio Samuel Obiang Mababa foi detido brevemente a 23 de junho com um outro jornalista, durante um comício de um partido da oposição, a Convergência para a Democracia Social (CPDS). Os cartões de memória da sua câmara fotográfica foram apreendidos e não foram devolvidos posteriormente.

A Guiné Equatorial, país com cerca de um milhão de habitantes, é dirigida desde agosto de 1979 por Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, que detém o recorde de longevidade no poder em África.

Teodoro Obiang foi reeleito em 2016 com mais de 90% dos votos para um quinto mandato de sete anos.

O Governo da Guiné Equatorial é acusado por várias organizações da sociedade civil de constantes violações dos direitos humanos e perseguição a políticos da oposição.

Teodoro Obiang e a sua família -- nomeadamente o seu filho Teodorin Obiang -- enfrentaram ou ainda enfrentam investigações por crimes de corrupção, desvio de dinheiro público e branqueamento de capitais em França e em outros países.

Este país africano faz parte, desde 2014, da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

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