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Jornalista portuguesa capacita colegas guineenses com técnicas de produção de notícias de saúde

Logótipo de O Jogo O Jogo 09/10/2017 Administrator

Dez jornalistas da Guiné-Bissau iniciou hoje uma ação de capacitação sobre as melhores técnicas de produção de notícias relacionadas com a saúde, sob a coordenação da jornalista portuguesa, Patrícia Cardoso, disse à Lusa fonte da organização da iniciativa.

Nicolau Dautarim, vice-presidente do Fórum de Jornalistas Promotores da Saúde (FJPS) da Guiné-Bissau, explicou que a iniciativa se enquadra no plano de trabalho do fórum que é apoiado pelo Gabinete do Utente, instituição financiada pela União Europeia e AIDA, uma organização não-governamental espanhola que atua no setor da saúde pública.

Patrícia Cardoso, que vai ministrar a formação até terça-feira, indicou ter sido solicitada pelo Gabinete do Utente para "capacitar os jornalistas com as ferramentas e técnicas" de abordagens de temas ligados à saúde.

A jornalista portuguesa disse ser sua missão explicar aos colegas guineenses quais as técnicas para "ir mais ao fundo" na elaboração de factos ligados à saúde pública, nomeadamente como lidar com as fontes, selecionar os temas e a documentação sobre os assuntos, a partir de experiências em Portugal.

No primeiro dia da formação, Patrícia Cardoso afirmou que ficou com a impressão de que os jornalistas guineenses "estão focados e preocupados com os problemas que realmente afetam" a população, o que disse, ser "muito bom".

Falando em nome do FJPS, Nicolau Dautarim, assinalou que a ação de formação vai permitir "aumentar a sensibilização" junto da população perante "a incúria e negligência médica" que, disse, existem na Guiné-Bissau.

"É só neste país que desaparecem grandes quantidades de medicamentos do hospital público sem que se saiba como, é só neste país que quase sempre falta medicamentos para os primeiros socorros sem que alguém seja responsabilizado", afirmou Dautarim, para indicar qual o papel do fórum.

O FJPS assinalou ainda o responsável também vai intensificar as denúncias de casos em que nos hospitais ou centros de saúde os pacientes são atendidos apenas por técnicos estagiários.

Nicolau Dautarim defende que a situação da saúde pública guineense "vai de mal à pior" todos os anos, o que disse, reflete-se nos dados sobre a mortalidade materno-infantil do país.

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