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Juary, herói de Viena: Futre, Pinto da Costa, prémios... e uma sauna feminina

Logótipo de O Jogo O Jogo 27/05/2017 Hugo Monteiro

Primeira glória europeia do FC Porto foi há 30 anos. A obrigatória entrevista a Madjer repete-se a cada comemoração. Desta vez chamamos Juary, que em São Paulo nos atendeu e percebeu, imediatamente, porquê.

Boa noite, Juary. Ligo-lhe de Portugal. Imagina porquê?

-27 de maio de 1987, não é? Ninguém esquece...

Mas há muitos portistas que não se lembram. Quer contar-nos como foi?

-Tenho ótimas recordações daquele dia. Foi aí que me consegui destacar no futebol europeu e mundial. Nossa... foi lindo. O Bayern era mais forte, tinha uma equipa extraordinária. Mas nós vencemos!

E o Juary foi quem marcou o golo decisivo. Foi o segredo que o Artur Jorge guardou para o triunfo?

-[risos] Talvez, talvez. O segredo mesmo era a nossa união e o nosso treinador. Mas eu ajudei, claro. Estive 15 dias sem treinar antes do jogo. Passava noites em claro a fazer tratamento com o enfermeiro do clube a uma lesão no tornozelo direito que contraí com o Boavista. O Artur Jorge dizia-me sempre que, se houvesse a mínima possibilidade de recuperar, ele me levaria a Viena. Fui, treinei na véspera e entrei.

Ele confiava muito em si? Conta-se que o Octávio Machado o queria castigar...

-Não foi bem assim. Ele apanhou-me a sair de uma sauna feminina, no hotel, e foi contar ao Artur. Tinha de o fazer. Mas o Pinto da Costa interveio, junto com o Teles Roxo, e terminei sem punição.

Mas invadiu a sauna feminina?

-Foi por engano. Estava no quarto e cheio de tédio. O Artur Jorge pediu para nos tirarem todos os canais e obrigou a que o hotel passasse jogos do Bayern todo o dia. Então, fui passear e entrei numa sala que era uma sauna feminina. Mas eu não sabia. Não percebia nada de alemão. Ao sair, o Octávio apanhou-me e pensou outras coisas. Mas expliquei tudo muito bem e o Artur lá compreendeu.

Se não tivesse jogado, já pensou que o FC Porto poderia não ter ganho?

-Podia nada. O FC Porto tinha muitos bons jogadores.

Quem era o melhor?

-Para ser sincero... era o Artur Jorge. Não jogava, mas tinha todos na mão e liderava muito bem. Era um estratega.

Mas o Futre foi quem saiu logo a seguir...

© Fornecido por O jogo

-Era um dos mais talentosos, sem dúvida. Madjer também. Mas o Paulo... [Risos] Era o nosso carro chefe. Gostava das mulheres, da confusão, de ser o centro das atenções. Era muito divertido e dizia que era o mais bonito. Quando havia muitos adeptos à nossa espera, mandávamos o Paulo na frente, como carro da frente. A multidão abraçava-o, ele entretinha toda a gente e nós escapávamos sem ninguém dar pela conta.

Guarda a camisola da final?

-Não guardo nada, só as recordações no meu coração. A camisola entreguei-a a Santa Maria Adelaide, uma santa que visitava, em Gaia. Era o Domingos Pereira que nos levava lá. Levei a camisola para lhe agradecer e deixei-a lá.

Ler reportagem completa na edição impressa e e-paper.

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