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Justiça da Somalilândia condena jornalista a 18 meses de prisão por difamação

Logótipo de O Jogo O Jogo 11/10/2017 Administrator

A justiça da região somaliana da Somalilândia condenou o jornalista Mohamed Adan Dirir a 18 meses de prisão por "difamação criminal e publicação de notícias falsas", denunciou hoje o Comité de Proteção de Jornalistas (CPP), em Nairobi.

Segundo o CPP, o julgamento durou apenas um dia e decorreu sem a presença do advogado de defesa, Mubarik Abdi Ismail.

O advogado explicou que o tribunal de Hargeisa, "capital" da Somalilândia, não lhe comunicou a data do julgamento, nem à respetiva família, adiantando que só soube da decisão do tribunal após o veredicto ter sido tornado público.

Por seu lado, o juiz encarregado do caso, Ahmed Dalmar Ismail, garantiu ao CPP que comunicou a data do julgamento ao advogado, assegurando que o jornalista "representou-se a si mesmo".

O advogado de defesa explicou que Dirir, detido desde 16 de setembro último, vai recorrer da sentença, baseada em artigos que o jornalista supostamente escreveu e em que acusava de corrupção e de más práticas um conjunto de escolas e colégios privados em Hargeisa.

Segundo a coordenadora do programa para África do CPP, Angela Quintal, o jornalista, diretor do portal Horseed News e proprietário do diário "online" Saylac Today, "nunca devia ter sido sequer acusado" e considerou "injusta" a forma como decorreu o processo de instrução e o julgamento.

"As autoridades (judiciais) devem reverter a sentença imediatamente", exigiu.

O caso de Dirir soma-se a outros levados a cabo contra 20 jornalistas nos últimos três anos, com base em legislação penal de 1960, considerada "vaga e draconiana" pelo Sindicato dos Jornalistas da Somália.

A Somalilândia é um território somaliano não reconhecido internacionalmente como país, apesar de ter proclamado unilateralmente a independência em 1991, após a queda do ditador Mohamed Siad Barre, derrubado num golpe de Estado.

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