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Kaspersky quer afastar suspeitas de colaboração com Kremlin mas críticas mantêm-se

Logótipo de O Jogo O Jogo 23/10/2017 Administrator

A empresa de segurança informática Kaspersky Lab, baseada em Moscovo e suspeita de estar sob influência do governo russo, quer afastar esta leitura, abrindo ao escrutínio externo o seu código de programação.

Porém, peritos da segurança informática e alguns políticos dos EUA já classificaram a decisão como essencialmente "sem significado".

Em setembro, o governo norte-americano proibiu as agências federais de usarem os produtos antivírus da empresa, devido às preocupações com as suas ligações com o Kremlin e as operações de espionagem russas.

Várias notícias têm desde então ligado programas informáticos da Kaspersky a um alegado roubo de informação relacionada com a segurança informática à Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em Inglês) dos EUA.

A empresa tem negado consecutivamente as alegações e considera-se arrastada para o meio de uma "luta geopolítica".

Agora, a Kaspersky garante que vai fornecer a fonte do código do seu 'software', incluindo atualizações de 'software' e e das regras de deteção de ameaças, para análise e avaliação por peritos independentes.

Porém, esta decisão foi desvalorizada e até criticada.

"Estão a tentar salvar a sua reputação", afirmou Blake Darche, um antigo quadro da NSA, que agora é o diretor de segurança da empresa Area 1. "Não vejo como é que isto resolve as alegações contra eles", acentuou.

Também a senadora democrata Jeanne Shaheen, eleita pelo Estado do New Hampshire, uma crítica regular da Kaspersky, declarou, hoje, em comunicado, que "esta análise não anula nenhuma das preocupações fundamentais subjacentes com os produtos da Kaspersky, designadamente que a lei russa autoriza o Kremlin a monitorizar as transmissões de informação, incluindo as feitas pela Kaspersky".

A suspeita teve impacto na Kaspersky. Pouco depois da proibição federal, retalhistas como Best Buy e Office Depot interromperam a venda a venda deste 'software'.

Depois, foi noticiado, no início de outubro, que piratas informáticos, a trabalharem alegadamente para o Kremlin, usaram programas da Kaspersky para roubarem informação de um contratado da NSA sobre como os EUA infiltram governos estrangeiros e se defendem de ataques de piratas informáticos.

A empresa negou estar envolvida neste caso.

Hoje, na sua conta na rede social Twitter, o presidente executivo da empresa, Eugene Kaspersky, afirmou que está a avaliar quem pode realizar uma revisão independente do código.

Até 2020, a empresa tenciona abrir três centros na Europa, Ásia e EUA, onde garantiu que os clientes, os governos e organizações preocupadas também serão capazes de reverem o seu código.

Um investigador em segurança, Chris Wysopal, comentou que este tipo de análises apenas pode dar um retrato do funcionamento do 'software' num dado momento temporal. Mas, como as aplicações nos telefones e outros programas, os programas informáticos de segurança são atualizados com frequência.

"Mesmo com esta transparência, continua a haver um nível de confiança que as pessoas têm de dar à empresa", relativizou Wysopal, que é o chefe de tecnologia na Vericode, integrada na CA Technologies. "Mas este é o mundo onde vivemos. Há uma cadeia de montagem. Vivemos num mundo de 'software' dinâmico, em atualização constante", constatou.

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