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Kiko Casilla é catalão, mas Zidane avisa: "Não interessa onde nasceu"

Logótipo de O Jogo O Jogo 28/10/2017 Hugo M. Monteiro

O parlamento regional da Catalunha aprovou na sexta-feira a independência da região de Espanha, numa votação sem a presença da oposição, que abandonou a Assembleia Regional e deixou bandeiras espanholas nos lugares que ocupavam.

O treinador do Real Madrid mostrou-se convicto de que a visita ao Girona, no domingo vai decorrer "normalmente" apesar da crise política na Catalunha, que exige a independência.

Na antevisão à partida, Zinedine Zidane assegurou que não tem qualquer informação da Liga espanhola sobre eventuais riscos de segurança, ao contrário do que chegou a ser avançado por alguns órgãos de informação.

"Nada, nenhuma novidade. Tudo se vai passar normalmente. Vamos viajar até Girona esta tarde e jogar no domingo às 16h15 locais (15h15 em Lisboa)", afirmou o treinador do Real Madrid.

Devido à lesão do guarda-redes Keylor Navas, Zidane deverá entregar a titularidade ao catalão Kiko Casilla, nascido perto de Tarragona e que atuou durante seis anos na equipa do Espanhol.

"Ele [Kiko Casilla] está tranquilo e preparado para jogar, não interessa o sítio onde nasceu", assegurou o treinador francês.

© EPA/EMILIO NARANJO

A visita do Real Madrid a Girona, após a declaração de independência da Catalunha, na sexta-feira, cativou atenções, até porque o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, é adepto dos merengues e Carles Puigdemont, que foi destituído do cargo de presidente regional da Catalunha, é apoiante do Girona.

Por precaução, a equipa do Real Madrid deverá chegar ao estádio de Montilivi, com capacidade para 13.200 pessoas, num autocarro descaracterizado, como ocorreu no último clássico frente ao FC Barcelona.

"Existe algum ruído em volta do encontro, mas não nos vamos preocupar. Vamos concentrar-nos naquilo que importa, que é o que vamos fazer no terreno de jogo", sublinhou Zidane.

Na sexta-feira, Marta Madrenas, presidente da câmara de Girona, e Delfi Geli, presidente do clube local, asseguraram a inexistência de qualquer risco que obrigasse ao adiamento do encontro.

Em declarações à TV3, Madrenas considerou que, "em Girona, como em toda a Catalunha, as pessoas são absolutamente cívicas e responsáveis", pelo que não antevê problemas relacionados com a situação política na região, depois da declaração de independência.

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