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Koweit expulsa diplomatas iranianos após desmantelamento de célula "terrorista"

Logótipo de O Jogo O Jogo 20/07/2017 Administrator

As autoridades koweitianas ordenaram a expulsão de uma quinzena de diplomatas iranianos após a condenação de membros de uma célula "terrorista" por ligações com o Irão, indicou hoje à agência France Presse uma fonte governamental koweitiana.

O Koweit ordenou ainda o encerramento das missões "militar, cultural e comercial" iranianas no país, acrescentou a fonte, que não foi identificada.

O Supremo Tribunal koweitiano condenou o líder da célula "terrorista" a prisão perpétua e 20 dos seus membros a diversas penas de prisão por ligações com o Irão e o grupo xiita libanês Hezbollah e por planeamento de atentados a levar a cabo no Koweit.

A célula contava com 26 pessoas, todas de nacionalidade koweitiana, com exceção de um iraniano, que fugiu.

A agência de notícias koweitiana Kuna revelou, por outro lado, que o Koweit pediu também uma "redução do número de diplomatas a trabalhar na chancelaria iraniana, o encerramento das missões anexas e o congelamento das reuniões das comissões mistas" de cooperação.

A agência, que cita um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, não esclarece quantos diplomatas iranianos foram expulsos.

O ministro de Estado para o Conselho de Ministros, sheik Mohammed Abdallah al-Sabah, responsável pelo Ministério da Informação, confirmou à AFP que o Koweit tomou medidas de retaliação contra o Irão, mas não adiantou detalhes.

Na passada segunda-feira, o diário koweitiano Al-Seyassah noticiou que 14 xiitas koweitianos, membros da mesma célula, fugiram por mar para o Irão, depois de saberem que tinham sido condenados pelo Supremo Tribunal.

Esta informação acabaria por ser confirmada esta quarta-feira pelas autoridades koweitianas, que se escusaram, no entanto, a especificar para que país fugiram os 14 membros da célula "terrorista".

A decisão koweitiana de expulsar os diplomatas iranianos acontece em plena crise do Golfo, que eclodiu no início de junho, depois de a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos, o Bahrein e o Egito terem rompido as relações diplomáticas com o Qatar e imposto bloqueios ao país, acusando-o de apoiar o terrorismo e de manter relações demasiado estreitas com o Irão xiita.

O Koweit, em que um terço da população é xiita, tem desempenhado o papel de mediador nesta crise.

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