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Líder da oposição queniana apela a manifestações em massa no dia da votação das presidenciais

Logótipo de O Jogo O Jogo 18/10/2017 Administrator

O líder da oposição queniana, Raila Odinga, apelou hoje aos seus partidários para que se manifestem massivamente a 26 deste mês, dia das eleições presidenciais no Quénia, votação à qual não concorre.

"As manifestações vão prosseguir e, dia 26, serão as maiores do país", declarou Odinga, 72 anos, num comício em que juntou vários milhares de pessoas na capital queniana, Nairobi.

Terça-feira, a oposição queniana tinha anunciado a suspensão temporária das manifestações destinadas a pressionar a reforma da Comissão Eleitoral (IEBC) para honrar a memória de vários apoiantes mortos a tiro nos últimos dias.

"Em homenagem às vítimas inocentes do Estado, as nossas manifestações estão suspensas. Sexta-feira, honraremos a memória dessas vítimas como heróis da luta pela justiça eleitoral", disse Odinga.

A oposição queniana tem desafiado a interdição do Governo com a realização de manifestações nas principais cidades do Quénia, exigindo a regularização das ilegalidades cometidas nas presidenciais de 08 de agosto, entretanto anuladas pela justiça.

O clima político no Quénia está particularmente tenso, sobretudo após o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) ter, a 01 de setembro último, invalidado a reeleição do presidente cessante, Uhuru Kenyatta, nas presidenciais de 08 de agosto, em que enfrentou Odinga.

Controlado pela oposição, o STJ deu conta de uma série de irregularidades na transmissão dos resultados para justificar a decisão, inédita no continente africano, e que foi considerada "um ato de coragem" pela comunidade internacional.

Há quase uma semana, Odinga anunciou que se retirava da votação de 26 deste mês, argumentando que a Comissão Eleitoral não procedeu às alterações necessárias para garantir uma organização transparente e credível, exigindo a demissão de vários dos seus responsáveis.

Odinga defende que o abandono da corrida às presidenciais implica a anulação da votação e a organização de todo um novo processo eleitoral, enquanto Kenyatta já afirmou que a eleição ocorrerá com ou sem o rival.

Nas últimas semanas, após várias manifestações terem sido reprimidas pelas forças da ordem, que têm usado gás lacrimogéneo e armas de fogo para dispersar os manifestantes, a oposição anunciou, na semana passada, a realização diária de protestos a partir da próxima semana, acentuando a pressão sobre a controversa Comissão Eleitoral queniana.

Quinta-feira passada, o ministro do Interior queniano, Fred Matiangi, respondeu ao repto com a proibição, alegando que as manifestações anteriores degeneraram em violência contra as forças da ordem e civis inocentes, além de pilhagens e destruição de bens.

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