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Líder do parlamento da Guiné-Bissau repudia suspensão de atividades da RTP e RDP África -- embaixador português

Logótipo de O Jogo O Jogo 03/07/2017 Administrator

O presidente do parlamento da Guiné-Bissau, Cipriano Cassamá, repudiou hoje a suspensão das atividades da RTP e RDP África no país num encontro com o embaixador de Portugal, António Leão Rocha.

"De regresso ao país, o presidente teve conhecimento da suspensão das emissões da RTP África e RDP África. Trata-se disso e não vou adiantar nada mais sobre a conversa que tivemos, mas apenas queria dizer que o senhor Presidente enquanto segunda figura do Estado guineense e presidente do Parlamento, que é a representação de todo povo guineense, manifestou todo seu repúdio por esta posição do Governo guineense", afirmou, aos jornalistas no final do encontro, o diplomata português.

Segundo o embaixador, Cipriano Cassamá condenou e manifestou a "sua indignação perante uma decisão que lesa os interesses de uma relação histórica entre os dois países como disse o comunicado do Governo" de Portugal.

"Eu acho que lesa muito em particular muitos cidadãos guineenses que de repente deixam de ter uma possibilidade informativa alternativa", acrescentou.

Na sexta-feira, o ministro da Comunicação Social guineense, Vítor Pereira, anunciou a suspensão das atividades da RTP, da RDP e da agência Lusa na Guiné-Bissau, alegando a caducidade do acordo de cooperação no setor da comunicação social assinado entre Lisboa e Bissau.

No entanto, posteriormente, anunciou que o Governo guineense recuou na decisão de suspender a atividade da agência Lusa naquele país, mantendo-se a decisão no caso da RTP e RDP.

Um dia depois, o ministro guineense convocou nova conferência de imprensa, em que justificou que a decisão de suspensão das atividades da rádio e televisão portuguesas no país "não é uma questão política, mas apenas técnica"

A Guiné-Bissau tem vivido uma situação de crise institucional desde as últimas eleições, com um afastamento entre o partido vencedor das legislativas e o Presidente da República, também eleito.

O atual Governo da Guiné-Bissau, de iniciativa presidencial, não tem o apoio do partido que ganhou as eleições com maioria absoluta e este impasse político tem levado vários países, entre os quais Portugal, e instituições internacionais a apelarem a um consenso.

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