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Líder do terceiro maior partido moçambicano diz que paz continua ameaçada

Logótipo de O Jogo O Jogo 07/08/2017 Administrator

O presidente do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), terceiro maior partido, Daviz Simango, afirmou hoje que a paz ainda está ameaçada em Moçambique, considerando que a causa da instabilidade são os processos eleitorais mal geridos.

"Grande parte destes conflitos é resultante de processos eleitorais mal geridos", afirmou Daviz Simango, em conferência de imprensa sobre o encontro realizado domingo entre o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, e o líder da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), Afonso Dhlakama.

Daviz Simango assinalou que os últimos desenvolvimentos são insuficientes para assegurar a paz em Moçambique, uma vez que os moçambicanos ainda não estão envolvidos neste processo de paz.

"O envolvimento dos moçambicanos, não só dos partidos políticos, mas de toda a sociedade moçambicana, é fundamental", salientou o presidente do MDM.

Segundo Daviz Simango, os moçambicanos continuam apreensivos e com dúvidas sobre a normalização da vida política, devido aos vários interesses que condicionam a obtenção da paz.

O presidente do MDM declarou que o Conselho Constitucional (CC), Comissão Nacional de Eleições (CNE) e o Secretariado Técnico da Administração Eleitoral (STAE) conduziram mal os processos e litígios eleitorais e serão os mesmos órgãos a dirigir os próximos escrutínios.

Por outro lado, continuou Daviz Simango, não há garantias de que as Forças de Defesa e Segurança moçambicanas (FDS) deixarão de perseguir os opositores ao Governo e à Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), partido no poder.

"É preciso olhar profundamente para as razões do conflito e dos problemas económicos que o país tem e nós persistimos na necessidade da revisão imediata da nossa Constituição da Republica", defendeu Daviz Simango.

O Presidente da República de Moçambique, Filipe Jacinto Nyusi, e o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, reuniram-se domingo para discutirem os próximos passos do processo de paz, refere um comunicado divulgado pela presidência moçambicana.

O encontro decorreu na Gorongosa e nele Filipe Nyusi e Afonso Dhlakama "discutiram e acordaram sobre os próximos passos no Processo da Paz, que esperam que seja concluído até finais do ano".

O comunicado precisa ainda que os dois responsáveis "acordaram que iriam manter o seu diálogo e acompanhar de perto o trabalho das duas comissões, visando um novo encontro, em breve, para preparar os passos finais".

O texto do gabinete de imprensa da presidência de Moçambique foi enviado à agência Lusa, acompanhados com fotos de Nyusi e Dhlakama durante o encontro

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