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Las Vegas/Ataque: Namorada de atirador está a ser interrogada pelo FBI

Logótipo de O Jogo O Jogo 04/10/2017 Administrator

A polícia federal norte-americana começou hoje a interrogar a namorada do atirador de Las Vegas para obter pistas sobre o que levou Stephen Paddock a disparar domingo à noite sobre uma multidão, matando 59 pessoas e ferindo mais de 500.

Segundo um responsável da polícia federal (FBI) citado pela agência de notícias Associated Press (AP), Marilou Danley foi inquirida nas instalações da polícia federal em Los Angeles, no estado da Califórnia, e estava acompanhada do seu advogado, Matthew Lombard.

Danley, de 62 anos, regressou na terça-feira à noite aos Estados Unidos após uma semana de férias nas Filipinas.

Três dias depois do maior massacre da história moderna dos Estados Unidos, continua a ser um mistério porque é que uma pessoa sem historial de violência ou cadastro policial abriu fogo com diversas armas sobre o público que assistia a um festival de música 'country' em Las Vegas.

O xerife Joseph Lombardo classificou Marilou Danley como "pessoa de interesse" no ataque.

Paddock, um jogador viciado em apostas de alto risco e investidor imobiliário de 64 anos, natural de Mesquite, no Nevada, suicidou-se quando percebeu que a polícia estava a aproximar-se do seu quarto no 32.º piso do Mandalay Bay hotel casino.

Numa entrevista televisiva, as irmãs de Marilou Danley que vivem na Austrália afirmaram acreditar que ela nada sabia sobre os planos de Paddock e que ele deve tê-la enviado em viagem para que ela não interferisse.

As irmãs, cujos rostos foram escondidos, disseram que Marilou é "uma boa pessoa" que teria impedido Paddock se estivesse junto dele.

"Ela nem sequer sabia que ia para as Filipinas até Steve lhe dizer 'Marilou, encontrei um bilhete barato para as Filipinas para ti', relatou uma das irmãs, que residem perto de Brisbane.

Quaisquer que tenham sido as razões de Paddock, as autoridades indicaram que ele planeou o ataque metodicamente, não só posicionando quase duas dúzias de armas no seu quarto de hotel mas instalando câmaras de vídeo no visor da porta e num carrinho de manutenção à porta do seu quarto, aparentemente para poder observar se a polícia se aproximava.

Durante o tiroteio, um agente da segurança do hotel que se dirigiu ao quarto foi baleado através da porta, ficando ferido numa perna.

"O facto de ele ter aquele tipo e aquela quantidade de armamento naquele quarto significa que planeou pormenorizadamente [o ataque], e tenho bastante certeza de que ele avaliou tudo o que fez e as suas consequências, o que é perturbador", declarou o xerife.

Falando hoje num fórum sobre cibersegurança em Boston, o vice-diretor do FBI, Andrew McCabe, disse que os investigadores estão ocupados a "reconstituir a vida, o comportamento, o padrão de atividade deste indivíduo e de toda e qualquer pessoa que possa ter-se cruzado com ele nos dias e semanas que antecederam este terrível acontecimento".

Inquirido sobre se os investigadores já descobriram porque é que Paddock perpetrou o ataque, McCabe respondeu "Ainda não chegámos aí", embora acrescentando que isso é invulgar.

"Este indivíduo e este ataque não deixaram o tipo de pistas imediatamente acessíveis que se encontra em alguns ataques com muitas vítimas", comentou.

Paddock colecionava armas desde 1982 e comprou 33, na maioria espingardas, só no ano passado, até três dias antes do ataque, disse hoje à estação televisiva CBS uma agente do departamento federal de Álcool, Tabaco, Armas de Fogo e Explosivos, Jill Snyder.

O atirador instalou em 12 espingardas semiautomáticas dispositivos que lhes permitiriam disparar como armas automáticas, indicou.

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