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Layún na corda bamba: as razões da ausência do mexicano

Logótipo de O Jogo O Jogo 09/05/2017 Alcides Freire

Depois de uma época gloriosa a nível individual, o rei das assistências acabou riscado por Nuno e ultrapassado por um miúdo da equipa B. Tendinite crónica num adutor na base de tudo

O comportamento de Layún mudou radicalmente de uma época para a outra, e não estamos a falar dos números em campo do mexicano. Esses falam por si, como se pode comprovar na tabela que publicamos, e são apenas a consequência dessa alteração de postura. O defesa tem, ao longo da época, mostrado estar pouco comprometido com a equipa e foi essa a razão que levou Nuno Espírito Santo a deixá-lo no Porto e a promover a titularidade de Fernando Fonseca na visita à Madeira.

Layún © Ivan Del Val/Global Imagens Layún

O processo, ao que O JOGO apurou, é longo e a menor entrega nos treinos das últimas semanas levou Nuno a perder a paciência. A estrutura do clube está descontente com a atitude de um jogador que na época passada, em que estava cedido pelo Watford, era um exemplo dentro e fora de campo. O grande problema foi a tendinite crónica no adutor da coxa esquerda detetada nos últimos meses de 2016. Até lá, Layún jogava com regularidade, apesar de ter perdido a titularidade na equipa para Alex Telles. Em novembro, o mexicano parou dez dias, tendo depois jogado o prolongamento em Chaves e sido titular com o Braga no campeonato, numa altura em que ainda não estaria a cem por cento.

Seguiu-se nova paragem, bem mais prolongada, de novo por causa do adutor esquerdo. O jogador não terá ficado satisfeito com os tratamentos realizados no Olival e decidiu ir ao Dubai para obter uma segunda opinião por parte de um especialista. Esta decisão do mexicano caiu muito mal no departamento médico dos azuis e brancos, que se sentiu traído e desautorizado. Isto aconteceu por alturas da paragem da competição na época natalícia.

Layún voltaria a jogar com o Rio Ave, a 21 de janeiro, num jogo em que saiu aos 56 minutos devido a uma má exibição: ficou a ver Gil Dias cruzar para o 1-1 e cometeu a grande penalidade que daria o 1-2 para os vila-condenses. Pouco depois arriscou a expulsão por acumulação de amarelos numa entrada imprudente. Contra a Juventus, no Dragão, o cenário repetiu-se, tendo ficado ligado aos dois golos sofridos.

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