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Ligação entre Ourém e o Oriente inspira terceira edição do Festival de Setembro

Logótipo de O Jogo O Jogo 05/09/2017 Administrator

Ourém e o Oriente cruzam-se na música, gastronomia, cenografia, artesanato, cinema e exposições, na terceira edição do Festival de Setembro, que se realiza de sexta-feira a domingo naquele concelho do distrito de Santarém.

A partir da história de Francisco Vieira de Figueiredo, comerciante e diplomata do império português do Oriente no século XVII, o programa do festival em 2017 explora marcas culturais dos países por onde aquele oureense passou.

"O Festival de Setembro procura levar os participantes a outros países e continentes e, ao mesmo tempo, fazer com que eles se sintam em casa", explica à agência Lusa a Chefe da Divisão de Ação Cultural da Câmara de Ourém.

Ana Saraiva sublinha "a combinação entre a monumentalidade da Vila Medieval - com o seu castelo e palácio do Conde de Ourém - e a instalação de cenários mais 'exóticos' do desconhecido", que "cria sensações de descoberta, diverte as pessoas e reforça caminhos de cidadania ativa numa sociedade global e multicultural".

Em destaque estão os concertos de Camané, no primeiro dia, Memória de Peixe e Capitão Fausto, no sábado, e Ana Laíns, no domigo. Foram escolhidos para apresentarem "beleza, qualidade e portugalidade no seu melhor sentido, mas também porque são vozes que expressam multiculturalidade, liberdade e atualidade".

Neste festival, que "evita uma programação baseada em formatos rígidos de 'recriação histórica'", a música de rua e cenografia remetem para o sudeste asiático através de sons, cores e iconografia.

Há ainda filmes de Bollywood, além de exposições de fotografia e artesanato, performances de dança e teatro, e oficinas que chegam a Ourém através da Embaixada da Indonésia e do Museu do Oriente.

O legado de Francisco Vieira de Figueiredo será debatido nas conferências que abordam a presença cultural do Oriente em Portugal.

A oferta gastronómica inclui receitas da Malásia, da Índia, da Indonésia e de Timor, transmitidas a restaurantes e coletividades nos últimos meses, em 'workshops' de cozinha oriental organizados para o efeito.

"Apostou-se numa programação eclética que beneficiou de participações com origens e vocações diversas, como artistas do panorama nacional e agentes culturais locais, embaixadas (da Índia, Indonésia e Timor), do Museu do Oriente, do CRIA [Centro em Rede de Investigação em Antropologia]", explica a responsável pela programação e produção do festival.

Depois da tradição judaica ter inspirado o evento em 2016, o Festival de Setembro aponta noutra direção para voltar a dar vida ao centro histórico de Ourém.

"O festival está cada vez mais entranhado nas pessoas, envolve cada vez mais oureenses, condição indispensável para o sucesso do festival, e visitantes de proveniências cada vez mais distantes", diz Ana Saraiva.

A responsável pela Ação Cultural acrescenta que este foi um "projeto arrojado" que "contrariou soluções mais imediatas e formatadas para este tipo de espaços".

"Os centros históricos, quando vividos, são também espaços contemporâneos e de futuro", sendo que o Festival de Setembro tem contribuído para o comprovar.

"Saímos daqui mais conhecedores e esclarecidos e com consciência de cidadania".

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