Está a utilizar uma versão de browser mais antiga. Utilize uma versão suportada para obter a melhor experiência possível com o MSN.

Liga satisfeita com as declarações de Fernando Gomes no Parlamento

Logótipo de O Jogo O Jogo 25/10/2017 Alcides Freire

Pedro Proença © PEDRO_ROCHA Pedro Proença

O presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Fernando Gomes, propôs esta quarta-feira a criação de uma autoridade administrativa para combater a violência no desporto e a adoção de punições mais duras para quem ponha em causa o futebol.

"A Liga Portugal saúda as propostas hoje apresentadas na Assembleia da República pelo Presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Dr. Fernando Gomes, que propõem um maior envolvimento entre responsáveis desportivos e agentes governamentais", assim começa o comunicado da Liga, no qual o organismo revela satisfação com o teor das declarações de Fernando Gomes, presidente da FPF, esta quarta-feira na Assembleia da República.

Satisfeita, a Liga sublinha a disponibilidade de sempre para ajudar a encontrar soluções. "Conforme ficou explícito aquando da tomada de posição pública do presidente da FPF, em setembro passado, a Liga Portugal comunga das mesmas preocupações em torno do futebol profissional. Nesse sentido, a Direção da Liga Portugal mantém a sua disponibilidade para participar nas soluções e o empenho em comprometer as sociedades desportivas e os seus máximos responsáveis, de forma proativa, na defesa da integridade das competições, conciliando os interesses comuns da indústria do futebol profissional", pode ler-se.

O presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Fernando Gomes, propôs esta quarta-feira a criação de uma autoridade administrativa para combater a violência no desporto e a adoção de punições mais duras para quem ponha em causa o futebol.

Numa audição na Comissão de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto, na Assembleia da República, o líder federativo expôs também a sua preocupação com a escalada do clima de ódio no futebol português, enfatizando, além das suas propostas, a relação com a arbitragem, o comportamento dos adeptos e a ética entre dirigentes.

Nesse sentido, o presidente da FPF apresentou aos deputados quatro sugestões de mudança. "A criação de uma autoridade administrativa exclusivamente vocacionada para a segurança e combate à violência no desporto, dotada de recursos e não apenas de atribuições e competências", começou por referir. De seguida, defendeu uma "maior eficácia na aplicação das medidas de interdição de acesso a recintos desportivos"; apelou também a "mudanças na política de apoios e regulação dos grupos de adeptos; e instou a avaliação de uma "possível retirada de benefícios aos promotores na comparticipação dos encargos com policiamento".

O diagnóstico de Fernando Gomes mereceu a concordância unânime dos diferentes partidos representados no parlamento, embora quase todos tenham questionado o dirigente se o atual quadro regulamentar e disciplinar tem falta de recursos para aplicar os instrumentos disponíveis na FPF.

Sobre essa matéria, o presidente do organismo máximo do futebol nacional reconheceu que a "FPF não tem intervenção nos regulamentos" e a sua capacidade de intervenção é reduzida: "É só para ratificar ou não ratificar o que é aprovado na Liga. Estamos disponíveis para ajudar no sentido de criar um quadro sancionatório mais dissuasor".

Ao longo de cerca de hora e meia de discussão, o líder da Federação, que não falou à comunicação social após a reunião, garantiu igualmente que o organismo vai "aumentar a exigência em relação aos dirigentes", com a imposição de um "curso de formação" para todos os que se sentarem no banco em competições nacionais.

Como consequência da análise à postura dos dirigentes, Fernando Gomes lamentou ainda a existência de vários programas de opinião e comentário na televisão. "Gostaria que esses programas fossem efetivamente sobre futebol. Estaríamos muito contentes se isso acontecesse", afirmou.

Paralelamente, o presidente da FPF deixou a porta aberta a eventuais alterações à Lei de Bases e ao Regime Jurídico das Federações Desportivas, a fim de promover a "civilidade, convívio e fair-play" reiterando a disponibilidade para colaborar com todos os agentes envolvidos no desporto.

AdChoices
AdChoices

Mais de O Jogo

image beaconimage beaconimage beacon