Ao utilizar este serviço e o conteúdo relacionado, concorda com a utilização de cookies para análise, anúncios e conteúdos personalizados.
Está a utilizar uma versão de browser mais antiga. Utilize uma versão suportada para obter a melhor experiência possível com o MSN.

Liu Xiaobo sofre falência respiratória mas família rejeita entubá-lo -- hospital

Logótipo de O Jogo O Jogo 12/07/2017 Administrator

O ativista chinês Liu Xiaobo, distinguido com o Nobel da Paz em 2010, sofre de falência respiratória e os médicos pediram para entubá-lo, mas a família rejeitou, anunciou hoje o hospital onde está internado.

Liu necessita de ventilação mecânica. A família, contudo, opôs-se a que se realize uma intubação endotraqueal, detalhou o hospital, em comunicado.

"O paciente está em estado crítico. O hospital está a tentar salvar a sua vida através de todos os meios. A família foi informada", lê-se na mesma nota.

Condenado em 2009 a uma pena de 11 anos de cadeia por subversão, Liu Xiaobo, 61 anos e prémio Nobel da Paz 2010, foi colocado em liberdade condicional em meados de junho após lhe ter sido diagnosticado, em maio, um cancro no fígado em fase terminal.

A falência respiratória ocorre um dia depois de o hospital informar que o estado de Liu se teria agravado, sofrendo uma infeção abdominal, peritonite, disfunção de órgãos e choque sético.

Liu Xiaobo encontra-se sob vigilância rigorosa no hospital, junto a um reduzido grupo de familiares, que também estão sob o controlo das autoridades, pelo que não foi possível confirmar a versão oficial.

"Neste momento é impossível" contactar com eles, lamentou um amigo da família, Ye Du, à agência Efe.

Os Estados Unidos e a União Europeia e organizações de defesa dos Direitos Humanos têm apelado a Pequim para que deixe Liu e a sua família procurar tratamento médico no estrangeiro

O Nobel da Paz foi transferido desde a prisão, onde esteve nove anos, para o hospital, em início de junho, depois de lhe ter sido diagnosticado um cancro.

Liu foi detido em dezembro de 2008 e condenado no ano seguinte a 11 anos de prisão por "incitar à subversão", após ter ajudado a redigir a Carta 08, um manifesto político que apela a reformas democráticas e ao respeito pelos direitos humanos no país asiático.

AdChoices
AdChoices

Mais de O Jogo

image beaconimage beaconimage beacon