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Livro de ensaios do neurocirurgião João Lobo Antunes editado em Espanha

Logótipo de O Jogo O Jogo 18/07/2017 Administrator

A editora Gradiva Ibérica anunciou hoje a edição em Espanha da obra "Cronicas de Vida y de Muerte Memorias de Un Neurocirujano", de João Lobo Antunes (1944-20216), com prefácio do seu irmão António Lobo Antunes.

Em comunicado, a editora afirma que este é "um livro cuja preparação o neurocirurgião, Prémio Pessoa 1996, ainda acompanhou em vida", e reúne "os seus melhores ensaios resultantes de toda uma vida dedicada à neurocirurgia, à leitura e à reflexão acerca do mundo que o rodeava", nomeadamente os que fazem parte da obra "Ouvir Com Outros Olhos", que publicou em 2015.

São "ensaios sobre a dignidade dos doentes terminais ou o modo como se pode enfrentar a morte, entres outros", refere a mesma fonte, realçando que se trata de "uma profunda reflexão sobre o mundo em que vivemos".

"Dediquei este conjunto de ensaios à reflexão sobre uma medicina sombria, da despedida, da ausência de futuro, do crepúsculo. Espero ter também conseguido transmitir que esta é também a medicina da verdade última, do confronto com o espírito, do alívio do sofrimento, do encontro com o outro, do esforço comum e da dignidade", afirma João Lobo Antunes, na obra que é agora editada em Espanha, numa tradução de Mercedes Stoffel.

"Ao tocar um corpo em ruínas experimenta-se uma emoção física muito particular, uma sensação brutal que vai muito além da compaixão ou do afeto: nas palavras do escritor é a ternura egoísta de um ser humano para com outro ser humano. Os antropólogos descobriram que não há outro ser vivo no mundo que necessite de mais amor do que o ser humano e também que nenhuma outra espécie é tão pouco dotada para sobreviver sem ele. Por isso, mesmo quando a sobrevivência não é possível, é nosso dever nunca o esquecer", escreveu João Lobo Antunes.

Neurocirurgião, catedrático de Neurocirurgia na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, foi fundador e presidente do Instituto de Medicina Molecular, e presidiu ao Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida.

Publicou sete livros de ensaios, "Um Modo de Ser" (1996), "Numa Cidade Feliz" (1999), "Memória de Nova Iorque e Outros Ensaios" (2002), "Sobre a Mão e Outros Ensaios" (2005), "O Eco Silencioso" (2008), "Inquietação Interminável" (2010) e "Ouvir Com Outros Olhos" (2015), uma biografia, "Egas Moniz" (2010), e, na coleção Ensaios da Fundação Francisco Manuel dos Santos, publicou "A Nova Medicina" (2012).

Além do Prémio Pessoa (1996), recebeu também o Prémio da Universidade de Lisboa (2013), e foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique (2004) e Grã-Cruz da Ordem Militar de Sant'Iago de Espada (2014).

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