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Londres continua a acreditar num acordo para formar governo na Irlanda do Norte

Logótipo de O Jogo O Jogo 03/07/2017 Administrator

O ministro britânico para a Irlanda do Norte, James Brokenshire, afirmou hoje que continua a acreditar que os partidos norte-irlandeses vão conseguir aprovar um governo de coligação e decidiu prolongar novamente o prazo para as negociações políticas.

James Brokenshire falava no parlamento britânico após ter terminado o prazo imposto na quinta-feira por Londres ao Partido Democrático Unionista (DUP, pró-britânico e o principal da comunidade protestante norte-irlandesa), atual parceiro do governo britânico conservador, e ao Sinn Fein (o principal partido da comunidade católica norte-irlandesa) para conseguirem um acordo de governação.

Na quinta-feira, os dois principais partidos da Irlanda do Norte já tinha falhado outra data limite -- a quarta em seis meses - e na altura o governo de Londres definiu um novo prazo que terminou hoje.

A intervenção de Brokenshire no parlamento britânico era aguardada com expetativa, uma vez que em finais de março último o executivo britânico chegou a admitir que, perante um impasse político, um dos cenários possíveis era suspender a autonomia da Irlanda do Norte e governar o território britânico a partir de Londres.

A definição de outra data limite ou a convocação de novas eleições regionais, quatro meses após o escrutínio de março passado, eram as outras possíveis opções.

Apesar do DUP e do Sinn Fein não terem conseguido um consenso durante o fim de semana, James Brokenshire disse hoje que um acordo "pode ser alcançado esta semana".

Ao dar mais tempo aos partidos norte-irlandeses, o ministro britânico escolheu a opção mais conciliadora.

"Nos últimos dias (...) foram feitos alguns progressos em algumas das questões mais difíceis, como a língua, a cultura e a identidade. Mas ainda há diferenças entre as partes sobre vários assuntos", disse Brokenshire.

O ministro britânico reiterou que está empenhado para continuar a trabalhar, juntamente com o governo norte-irlandês, para facilitar os contactos entre as forças partidárias durante os próximos dias.

"Acredito que ainda é possível alcançar um acordo e, se assim for, irei avançar com a legislação necessária para permitir a formação de um executivo durante esta semana", referiu James Brokenshire.

A Irlanda do Norte vive uma crise política desde a demissão, em janeiro passado, do antecessor de Michelle O'Neill na liderança do Sinn Fein, Martin McGuinness, do cargo de vice-primeiro-ministro, por divergências com o DUP sobre um programa de subsídios às energias renováveis.

A demissão de McGuinness levou à convocação de eleições para 02 de março, nas quais o DUP venceu, embora perdendo eleitores para o Sinn Fein.

O DUP elegeu 28 dos 90 deputados à assembleia regional, contra 27 do Sinn Fein.

Após o escrutínio, os partidos tiveram um prazo de três semanas para formar um governo de coligação, mas até à data as forças políticas norte-irlandesas não conseguiram alcançar um consenso.

O DUP acusa os nacionalistas do Sinn Fein de fazerem muitas exigências para regressar ao executivo norte-irlandês. Já o principal partido da comunidade católica norte-irlandesa argumenta que os unionistas continuam a não ceder terreno no que diz respeito às propostas relacionadas com os direitos das minorias daquele território britânico.

Em concreto, o Sinn Fein, o ex-braço político do inativo Exército Republicano Irlandês (IRA), aponta a resistência do DUP em redigir uma lei específica que oficialize o uso da língua gaélica e a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo.

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