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Luís Pina arrisca até 16 anos de prisão por morte de adepto do Sporting

Logótipo de O Jogo O Jogo 28/04/2017 Alcides Freire

Luso-cabo-verdiano de 35 anos tem cadastro e pertence à claque No Name Boys. A Polícia Judiciária procurava-o pela morte de Marco Ficini, ocorrida na Luz, no passado sábado.

Luís Miguel Pina, conhecido também por "Lué" e "Tanolas", cidadão português de origem cabo-verdiana de 35 anos.

Principal suspeito do atropelamento mortal de Marco Ficini, junto ao Estádio da Luz, na madrugada do passado dia 22 de abril, entregou-se ao início da tarde de ontem às autoridades e encontra-se detido, indiciado, para já, por homicídio simples, num calabouço no Estabelecimento Prisional Regional da Polícia Judiciária (PJ) em Lisboa.

Com ligações à claque No Name Boys, afeta ao Benfica, o alegado responsável pelo acidente que tirou a vida ao adepto italiano do Sporting foi ouvido pelo Ministério Público (MP) e presente a um juiz de instrução criminal para interrogatório, no Campus da Justiça em Lisboa.

Contactado por O JOGO, o criminalista Pedro Proença confirmou que "a moldura penal pode ir até aos 16 anos de prisão" (máximo), mas pela sua experiência "um caso como este andará pelos 15 anos, já com o cúmulo jurídico de homicídio simples e omissão de dever de auxílio". A estratégia da defesa passa por alegar ter-se tratado de um acidente. Contudo, se for acusado e condenado por homicídio qualificado, Luís Miguel Pina incorre em pena de prisão de 12 a 25 anos.

O nosso jornal apurou ainda que a decisão de entrega visou demonstrar boa-fé e comprovar a inexistência de perigo de fuga.

Carlos Melo Alves, advogado especialista em processos desta natureza, representa Luís Miguel Pina e acompanhou-o à PJ, em Lisboa.

Cinco dias após o atropelamento fatal e já depois de a viatura ter sido descoberta na zona da Amadora - estava registada em nome da companheira do suspeito -, Luís Miguel Pina apresentou-se voluntariamente junto das autoridades. Refira-se que o membro da claque acima mencionada é pai de quatro filhos, reside no problemático Bairro do Zambujal e tem antecedentes criminais - os seus problemas com as autoridades incluem roubo, posse de estupefacientes e de arma proibida.

Já foi condenado e ficou com pena suspensa. Entretanto, a PJ continua a mover outras diligências dentro deste processo, designadamente o apuramento de responsabilidades junto do grupo de cerca de 40 adeptos do Sporting - entre os quais se contava Marco Ficini - que se deslocaram para as imediações da Luz na madrugada de 22 de abril e, após o atropelamento, terão abandonado o local, o que pode configurar omissão de auxílio, possibilidade que já motivou a abertura de um inquérito por parte do MP.

© Fornecido por O jogo

À saída das instalações da PJ, Carlos Melo Alves, representante legal de Luís Miguel Pina, avançou: "A minha estratégia é, garanto-vos, a estratégia da verdade: acidente."

O advogado vai tentar provar que Luís Pina só atropelou Marco Ficini porque estava a fugir de elementos ligados ao Sporting. "Ele contou-me que se vinha embora do estádio quando foi obrigado a parar, porque adeptos da Juventude Leonina lhe atingiam o carro com pontapés e barras de ferro. A viatura ficou toda amolgada", explicou o causídico, em declarações ao "Público", acrescentando: "Ele teve de fugir e, na fuga, aconteceu o acidente."

Quando abandonava as instalações da PJ na Rua Gomes Freire, Melo Alves, em resposta a vários jornalistas, foi perentório a inocentar Luís Pina. "O meu cliente nunca matou ninguém. É suspeito do crime de homicídio e vamos ver como isto vai ser enquadrado, mas nunca matou ninguém", defendeu, explicando que o acusado iria dormir nestas instalações da PJ, para hoje, pelas 14h00, comparecer junto do juiz já referido que lhe decretará as respetivas medidas de coação. O representante legal falou ainda sobre o otimismo do seu constituinte relativamente a uma decisão: "Sente-se com força, até porque acredita que se vai descobrir a verdade."

O funeral de Marco Ficini será a 4 maio em Orentano, a terra natal do italiano.

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