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Luís Sénica: o tufão, a caixa de medicamentos perdida e a derrota na final

Logótipo de O Jogo O Jogo 12/09/2017 Hugo M. Monteiro

Portugal caiu na final do Mundial de hóquei em patins, ao perder com a seleção espanhola nas grandes penalidades

O selecionador nacional de hóquei em patins, Luís Sénica, fez um balanço positivo pelo segundo lugar conseguido por Portugal no campeonato do mundo, que decorreu na China, após perder na final com a Espanha.

À chegada a Lisboa, depois de uma viagem de cerca de 40 horas, Luís Sénica realçou que o início atribulado de Portugal se deveu a fatores externos e que colocaram em causa o bom desempenho na competição.

"Os dois primeiros jogos não foram aquilo que esperávamos. Tivemos muitas dificuldades. A caixa de medicamentos perdida, suplementos e stiques que desapareceram e apareceram ao quarto dia de competição. Um tufão em Macau que nos impediu de sair do hotel e treinar. Uma pista muito condicionada pelo próprio tufão que inundou o recinto. Tivemos a oportunidade de fazer um único treino em pista inteira. Com isto acabámos por pagar a entrada no campeonato", afirmou.

Apesar destas condicionantes, para o selecionador nacional não há qualquer dúvida que a equipa das "quinas" realizou uma boa prova.

© Tony Dias

"Tenho de estar satisfeito por aquilo que produzimos, pela evolução competitiva, por aquilo que fizemos em crescendo e foi até à última 'sticada'. Estivemos muito perto. Somos vice-campeões (do mundo), somos campeões da Europa e já agora dizer que dominamos o hóquei na Europa. Somos campeões da Europa de sub-17, de sub-20 e somos campeões mundiais de sub-20. Estou satisfeito, sou um homem feliz por isso", realçou.

Em relação ao jogo da final, onde Portugal perdeu frente à Espanha no desempate por grandes penalidades, após a igualdade (3-3) no fim do tempo regulamentar e do prolongamento, Luís Sénica reconheceu a superioridade do opositor.

"Não se falha nos penáltis. Há mérito quando o adversário defende e quando marca. Seria mais difícil, para nós, gerir uma derrota se tivéssemos perdido claramente e inequivocamente para a Espanha, o que não aconteceu. A quatro segundos do fim estávamos fora de qualquer sonho. Têm a noção do que é marcar um livre direto a quatro segundos do fim num campeonato do mundo e a bola entrar (golo de Hélder Nunes que fez o 3-3)? Foi fantástico", defendeu.

Olhando para o futuro, o selecionador acredita que a equipa cresceu e que por isso tem a obrigação de entrar para o campeonato europeu, que se realiza em Itália, com o objetivo de revalidar o título.

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