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Lucro da Inapa sobe para 500 mil euros no 1.º semestre

Logótipo de O Jogo O Jogo 22/09/2017 Administrator

A Inapa teve lucros de 523 mil euros no primeiro semestre deste ano, acima dos 223 mil euros em igual período do ano passado, revelou hoje a empresa de distribuição de papel em comunicado ao mercado.

No relatório e contas do primeiro semestre, divulgado através da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a empresa destaca o aumento das vendas em 6,6% face ao período homólogo de 2016, para 454,8 milhões de euros, que justificou sobretudo com o "crescimento nas áreas da embalagem e comunicação visual, complementado pelo efeito combinado decorrente da aquisição da empresa Papyrus France em dezembro de 2016 e da venda da Inapa Suíça".

Já a margem bruta melhorou 6,5% para 81,7 milhões de euros, "não obstante a forte pressão que se verificou por via do aumento de preços dos produtores", acrescentou.

Em declarações à Lusa, a propósito dos resultados hoje conhecidos, o presidente executivo da empresa, Diogo Rezende, destacou os resultados antes de impostos de 2,4 milhões de euros, acima dos 100 mil euros do mesmo período de 2016, considerando que são mais demonstrativos do caminho que a empresa está a fazer.

"Nos resultados antes de impostos, a evolução é muito grande. A questão dos impostos ter um impacto tão grande tem que ver com questão de a consolidação fiscal na Europa não ser possível", justificou à Lusa.

Questionado sobre se a Inapa poderá voltar este ano a lucros, depois dos prejuízos em 2015 e 2016, o responsável foi cauteloso, considerando que dependerá de como correr o negócio no último trimestre do ano e, nomeadamente, do custo a que a Inapa irá comprar as mercadorias, já que se assiste a uma pressão para subida de preço nos produtores de papel.

"O segundo semestre é habitualmente menos positivo do que o primeiro. Por outro lado, existe este ano um movimento de preço de mercadorias significativo, os produtores de papel também têm de fazer face aos custos, temos de ver como se desenrola a dinâmica de transposição de custos para os clientes finais", afirmou.

Quanto a outros indicadores da atividade da Inapa, entre janeiro e junho, o EBITDA (resultado antes de juros, impostos, amortizações e depreciações)recorrente melhorou 27% para 13 milhões de euros, que a empresa justifica com o crescimento das vendas e impactos positivos de maior eficiência e flexibilidade operacional.

Já o resultado operacional (EBIT) melhorou 24% para 8,9 milhões de euros.

A empresa refere ainda que custos de exploração (antes de imparidades de ativos correntes) cresceram 2,7% para 67,3 milhões de euros, mas diminuíram para 14,8% face às vendas, melhor do que o rácio de 15,4% de junho do ano passado.

A empresa disse ainda, em comunicado, que houve encargos extraordinários resultantes das"reestruturações levadas a cabo nas áreas de logística e comercial, com impacto na Alemanha e maior relevância em França devido ao processo em curso de integração da Papyrus France".

Por fim, a Inapa tinha ainda, no final de junho, uma dívida de 296,1 milhões de euros, menos 2,9% do que em junho de 2016.

O grupo Inapa tem cerca de 1.400 colaboradores, a maior parte fora de Portugal (onde tem cerca de 200), e atua em 10 países, oito na Europa (Alemanha, França, Espanha, Portugal, Bélgica, Luxemburgo, Áustria e Holanda) e ainda Turquia e Angola.

Os principais mercados são França e Alemanha, que representam em conjunto cerca de 75% da faturação.

Ainda em declarações à Lusa, o presidente da empresa deu conta de que o grupo concluiu em junho a fusão das operações em França, onde é líder de mercado, considerando que o mercado francês tem agora potencial para gerar mais valor.

Questionado sobre o impacto na empresa de inciêndos florestais em Portugal e de políticas de gestão do eucaliptal, Diogo Rezende recordou que o impacto na empresa não é direto, mas admitiu que poderá ter custos.

"A prazo tudo aquilo que venha a ter efeitos em aumentos de custo de pasta de papel virá a ter impacto", afirmou.

A Inapa era detida, em 30 de junho, sobretudo pelo Estado, com a Caixa Geral de Depósitos a ter 24,94% de direitos de voto e a Parpública 8,22% e o BCP com 30,62%. Tinha ainda participações qualificadas, segundo o relatório e contas, o Novo Banco (6,11%) e a Nova Expressão (4,21%).

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