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Mãe de vítima franco-portuguesa do Bataclan denuncia "esquecimento" de Macron

Logótipo de O Jogo O Jogo 11/07/2017 Administrator

A mãe de uma vítima franco-portuguesa do atentado ao Bataclan aponta "o esquecimento" do Presidente francês, Emmanuel Macron, relativamente às vítimas de ataques terroristas, com a supressão do Secretariado Geral de Ajuda às Vítimas.

Patricia Correia, mãe de Precilia Correia que morreu a 13 de novembro de 2015 no ataque à sala de espetáculos Bataclan, enviou uma carta ao Presidente francês no final de junho, não tendo tido resposta, e subscreveu uma outra carta de várias associações de vítimas, divulgada esta segunda-feira.

"É bom fazer homenagens, mas não chega. É preciso que as vítimas sejam acompanhadas. O nosso sofrimento não pode ser arquivado de um momento para o outro. Temos a impressão que nos esquecem. É inaceitável que tenham suprimido o Secretariado Geral de Ajuda às Vítimas", afirmou Patricia Correia à Lusa.

A associação "13 Novembre: Fraternité et Vérité", da qual Patricia Correia é administradora, é uma das cinco associações de vítimas de terrorismo que denunciaram, na carta aberta, a supressão do Secretariado-Geral de Ajuda às Vítimas e a Secretaria de Estado para a Ajuda às Vítimas, criados após os ataques de 13 de novembro de 2015.

As associações lamentaram que estas estruturas, que estavam sob a alçada do primeiro-ministro, tenham sido substituídas por um "delegado interministerial" que passa a estar dependente do Ministério da Justiça.

"Esta meia medida, ainda bastante imprecisa e, digamo-lo, improvisada, reduz a zero um ano e meio de trabalho e de resultados", consideram os redatores da carta, apelando a Emmanuel Macron para "manter um interlocutor dependente do primeiro-ministro, dotado de uma administração própria e com funcionários de alto nível oriundos de todos os ministérios" para "continuar o trabalho iniciado e ajudar as possíveis futuras vítimas do terrorismo".

As associações pedem, ainda, ao Presidente francês que "envie uma mensagem forte às vítimas, mostrando que a França continua ao lado delas", a alguns dias do primeiro aniversário do atentado de 14 de julho em Nice, no qual morreram 86 pessoas.

"A supressão do Secretariado Geral de Ajuda às Vítimas é algo muito grave porque era uma ajuda preciosa que permitia acompanhar o dossiê das vítimas ao nível da reinserção profissional, dos problemas de saúde, dos feridos. É um passo atrás do governo e é inaceitável", concluiu Patricia Correia.

Além da "13 Novembre: Fraternité et Vérité", subscreveram a carta a associação de vítimas de Nice "Promenade des Anges", a associação de vítimas dos atentados de Ouagadougou, no Burkina Faso, a associação de defesa e de memória das vítimas do atentado do Museu do Bardo, na Tunísia, e a Federação francesa de Vítimas de Atentados e Acidentes Coletivos.

A 14 de julho, Emmanuel Macron vai assistir a um desfile militar em Paris ao lado do seu homólogo norte-americano, Donald Trump, antes de partir para Nice para participar na cerimónia evocativa das vítimas do atentado terrorista com um camião, há um ano.

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