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Mão-de-obra importada de Macau continua a diminuir em junho

Logótipo de O Jogo O Jogo 26/07/2017 Administrator

A mão-de-obra importada de Macau continuou a diminuir em junho, fixando-se em 178.694 trabalhadores não residentes, com o setor da construção a registar a maior quebra, indicam dados da Polícia de Segurança Pública (PSP).

De acordo com os dados, disponíveis no portal da Direção para os Assuntos Laborais, o setor da construção perdeu 11.435 destes trabalhadores (25,5%) em relação a junho de 2016.

Macau perdeu 3.765 trabalhadores do exterior no intervalo de um ano (2,1%) e 83 em termos mensais, ou seja, face a maio, de acordo com os dados.

A China é a principal fonte da mão-de-obra importada de Macau, com 113.590 trabalhadores (63,5%), mantendo uma larga distância das Filipinas, que ocupa o segundo lugar (27.498). Em terceiro lugar, surge o Vietname (14.833).

O setor dos hotéis, restaurantes e similares absorve a maior fatia (49.905), seguido do da construção (33.322).

Essa forte diminuição foi atenuada pelo aumento do número de trabalhadores no exterior nos hotéis, restaurantes e similares (mais 2.455), de empregados do comércio por grosso e retalho (980), de empregados domésticos (mais 2.277) ou de trabalhadores do setor de atividades imobiliárias e serviços prestados às empresas (mais 1.240) face a abril de 2016.

A mão-de-obra importada equivalia a 45,8% da população ativa e a 47,3% da população empregada, estimadas no final de maio.

Portadores do chamado 'blue card', os trabalhadores não residentes apenas podem permanecer em Macau enquanto estiver válido o contrato de trabalho, sem direito de residência.

Apesar de perfazerem mais de um quarto da população de Macau (27,5% dos 648.300 habitantes no final de março), os trabalhadores não residentes não contam, por exemplo, com um mandatário formal de uma associação de imigrantes no seio da Concertação Social.

A ala laboral tem assento, mas a situação dos trabalhadores não residentes difere da dos locais, sendo regulada por uma lei específica.

Em 2008, os trabalhadores não residentes na Região Administrativa Especial de Macau ultrapassaram, pela primeira vez, os 100 mil.

Macau contava, no final de 2000, 27.221 trabalhadores não residentes, 39.411 em 2005, 110.552 em 2012, 170.346 em 2014, 181.646 em 2015 e 177.638 em 2016.

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