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Macau/Eleições: Comissão eleitoral espera "disputa entre cavalheiros" na campanha

Logótipo de O Jogo O Jogo 02/09/2017 Administrator

O presidente da Comissão para os Assuntos Eleitorais da Assembleia Legislativa (CAEAL) de Macau, o juiz Tong Hio Fong, afirmou esperar que campanha, que arrancou hoje, seja "uma disputa entre cavalheiros".

"Esperamos que a campanha eleitoral das eleições para a Assembleia Legislativa seja realizada sob o princípio de 'disputa entre cavalheiros'", sublinhou hoje Tong Hio Fong, no discurso da cerimónia oficial do início da campanha, que arrancou às 00:00 (17:00 de sexta-feira em Lisboa).

Nas eleições por sufrágio direto para a sexta Assembleia Legislativa, marcadas para o próximo dia 17, participam 24 listas - menos uma após desistência na quinta-feira - compostas por um total de 186 candidatos, enquanto às por sufrágio indireto (através das associações) apresentam-se seis listas com 15 candidatos, havendo apenas um colégio eleitoral (setor profissional) com duas listas e não apenas uma.

"Solicito às listas de candidaturas e apoiantes para que durante a campanha promovam uma interação positiva, apresentando as diversas ideologias políticas aos cidadãos através de forma saudável, ordenada, diversificada, para que os eleitores, conhecendo bem os programas políticos das diversas listas, elejam o deputado que os pode representar na nova legislatura da Assembleia Legislativa", afirmou o presidente da CAEAL.

Tong Hio Fong renovou ainda os apelos às listas para que cumpram a lei, advertindo que podem incorrer em corrupção eleitoral caso tentem influenciar a intenção de voto através de benefícios; bem como para que respeitem as restrições temporais no uso de veículos de propaganda sonora e de outros equipamentos.

Também presente na cerimónia esteve o comissário Contra a Corrupção (CCAC), André Cheong, que disse, aos jornalistas, ter recebido 85 declarações relativas a atividades de beneficência social, previstas entre hoje e a véspera das eleições, com 127 participações de candidatos, alertando que se forem detetados atos de campanha durante as mesmas tal configura corrupção eleitoral.

A linha aberta da CAEAL e do CCAC registou até à noite de sexta-feira um total de 84 queixas, sendo que só o CCAC recebeu 37, elevando o total de denúncias relativas a corrupção ou a irregularidades para 121.

Todos os casos estão a ser acompanhados, segundo André Cheong.

A cerimónia oficial do início da campanha eleitoral decorreu na Praça do Tap Seac, onde os representantes de todas as listas subiram ao palco e fizeram uma breve apresentação das respetivas candidaturas.

"A CAEAL espera que os eleitores exerçam, no dia 17 de setembro, o seu direito cívico, valorizando o seu voto, votando de acordo com a sua consciência, elegendo, com a sua inteligência, os seus representantes", sublinhou o presidente da CAEAL.

Às 00:00 (17:00 de sexta-feira em Lisboa) os candidatos, munidos de bandeiras e balões em ambiente de festa, marcaram o arranque simbólico da campanha no mesmo local.

Sete lusodescendentes participam na corrida pelo sufrágio direto, dos quais apenas um é cabeça de lista.

Das listas figuram 22 atuais deputados (13 concorrem pela via direta e nove pela via indireta).

Os 201 candidatos disputam 26 lugares dos 33 lugares (14 pelo sufrágio direto e 12 pelo indireto), estando os outros sete destinados a deputados que serão posteriormente nomeados pelo chefe do Executivo da Região Administrativa Especial.

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