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Macau/Tufão: Danos em escolas, bibliotecas e espaços culturais e mais de 430 ocorrências

Logótipo de O Jogo O Jogo 24/08/2017 Administrator

A passagem do tufão Hato por Macau, na quarta-feira, causou já 432 incidentes, entre quedas de cimento e objetos suspensos, e resultou em danos em instalações como escolas, bibliotecas e espaços culturais, avançaram hoje as autoridades.

Numa conferência em que estiveram presentes o chefe do executivo, três dos cinco secretários (dois estão ausentes do território), além de representantes de diferentes setores, o coordenador do Centro de Proteção Civil (COPC), Leong Iok Sam, deu conta dos números mais atualizados relativos aos incidentes causados pelo tufão mais forte a atingir Macau em 50 anos, incluindo "quedas de cimento, de revestimento exterior das paredes, objetos suspensos, quedas de reclames, toldos, placas metálicas, varas de ferro e janelas".

O secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, informou que "algumas instalações recreativas, como bibliotecas, foram muito afetadas", destacando os casos das bibliotecas do Mercado Vermelho, Patane (inaugurada em dezembro de 2016) e Coloane, atingidas "por inundações e cheias".

"Alguns livros foram destruídos, danificados, podemos dizer que em quase metade das instalações recreativas é necessário fazer reparações", afirmou.

Tam destacou também os danos verificados no teto do Centro Cultural de Macau, a cerca de um mês do início do Festival Internacional de Música.

O secretário disse ainda que a diretora dos Serviços de Educação e Juventude o informou que "algumas escolas foram afetadas pela inundação".

"Se calhar uma parte das escolas não consegue começar as aulas no dia 01 de setembro. Mas o Governo da RAEM (Região Administrativa de Macau) vai tentar ajudar ao máximo as escolas a fazer reparações e voltar a normalidade para que consigam começar as aulas conforme o calendário fixado", indicou

O governante falou ainda sobre outras duas áreas sob a sua tutela: a saúde e os serviços sociais. Sobre a primeira, agradeceu ao pessoal médico que estava de férias e "voluntariamente" regressou ao trabalho para assistir nos hospitais.

Alexis Tam pediu "paciência aos cidadãos", em particular no que toca ao abastecimento de água, quando cerca de 40% da população se encontra com as torneiras a seco.

"Até agora não temos água em todo o território de Macau. O Instituto de Ação Social (IAS) tem lançado medidas, por exemplo, comprar garrafas de água nos supermercados para oferecer às pessoas com necessidades", disse, incentivando ainda os trabalhadores que têm água nos seus serviços a fazerem o mesmo, em particular para com "os idosos solitários e pessoas com deficiência".

O IAS, disse, tem "água suficiente para sobreviver por o período de uma semana".

Na conferência esteve também o diretor do Gabinete para o Desenvolvimento do Setor Energético, que pediu desculpas à população "porque o terminal de eletricidade foi afetado pelas inundações e não foi totalmente reparado".

Segundo um comunicado posterior da Companhia de Eletricidade de Macau (CEM), até à 00:00 (17:00 em Lisboa) 20 mil clientes estavam ainda sem energia.

Questionado sobre a existência de desalojados, o secretário para a Segurança, Wong Sio Chak, indicou que o centro de abrigo de tufão recebeu cerca de 50 pedidos de alojamento na quarta-feira, mas a maioria já abandonou as instalações e "poucas terão de ficar mais uma noite".

Por seu lado, a secretária para a Administração e Justiça, Sónia Chan, anunciou a adoção de medias provisórias nos serviços públicos, como a aceitação de atrasos à chegada ao trabalho.

"Tendo em conta a situação de trânsito, muitos trabalhadores não conseguem apresentar-se ao trabalho a horas, por isso o atraso pode ser considerado justificado", afirmou.

O diretor dos Serviços de Economia, Tai Kin Yip, informou que o Conselho de Consumidores fez visitas a 68 supermercados, farmácias e restaurantes para garantir a estabilidade dos preços, numa altura em que surgem queixas de aumentos, nomeadamente da água.

Um comunicado enviado esta noite informava que os Serviços de Turismo (DST) estão a "averiguar a situação dos preços dos quartos de hotéis e pensões", mas não detetaram "até ao momento estabelecimentos hoteleiros a praticar preços mais elevados do que os reportados à DST". Foram, no entanto, verificadas subidas em "alguns portais de reservas de quarto online".

Tanto no que toca aos aumentos de bens de consumo, como nos preços dos quatros de hotel, as autoridades não avançaram com medidas concretas para combater esta situação.

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