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Macau/Tufão: Diretor da proteção ambiental aos comandos da meteorologia

Logótipo de O Jogo O Jogo 20/09/2017 Administrator

O diretor dos Serviços de Proteção Ambiental de Macau, Raymond Tam, vai dirigir os Serviços Meteorológicos e Geofísicos (SMG), na sequência da demissão do ex-responsável, um dia depois da passagem do tufão Hato, que matou dez pessoas.

Tam fica aos comandos dos SMG, a partir de hoje e por um ano, acumulando este cargo com o anterior, de acordo com um despacho publicado em Boletim Oficial, que indica ainda que o novo diretor vai exercer estas funções interinamente.

Raymond Tam substitui assim Fong Soi Kun, que se demitiu a 24 de agosto, um dia depois de o tufão Hato, o mais forte a atingir Macau em 53 anos, ter deixado um rasto de destruição, matado dez pessoas e ferido mais de 240.

Fong foi acusado de içar tardiamente os sinais de tufão, o que pode ter prejudicado a capacidade de a cidade se prevenir contra o impacto da tempestade, que obrigou a hastear o sinal máximo (10).

No dia 28 de agosto, o Comissariado contra a Corrupção anunciou ter aberto um inquérito aos procedimentos dos SMG, nomeadamente "procurando determinar responsabilidades a assumir, no âmbito dos procedimentos de previsão de tufões e da gestão interna por parte do ex-diretor do SMG Fong Soi Kun", segundo um comunicado divulgado na altura.

Mais tarde, foi anunciada a criação de uma comissão de inquérito para apurar responsabilidades na sequência da passagem do tufão, que conta com o apoio do gabinete do Procurador.

Desde a saída de Fong Soi Kun que os SMG têm sido dirigidos pela subdiretora, Florence Leong.

Raymond Tam foi nomeado para diretor dos Serviços de Proteção Ambiental em fevereiro de 2016, depois de também ter sido presidente do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) e de ser ilibado num processo judicial.

O Tribunal Judicial de Base de Macau absolveu Tam, a 29 de julho desse ano, que tinha sido acusado de prevaricação, crime pelo qual responderam também outros três funcionários do IACM.

A justiça considerou que os quatro não atuaram de forma "dolosa" no alegado atraso na resposta a várias cartas com pedidos do Ministério Público de Macau.

O caso está relacionado com uma investigação à atribuição de campas perpétuas no cemitério de São Miguel Arcanjo.

O Ministério Público havia acusado os quatro funcionários de prevaricação por, alegadamente, terem obstruído a justiça ao não entregarem de forma célere os documentos necessários à investigação.

O tribunal absolveu os quatro por entender não ter sido provado que atrasaram a entrega de documentos de forma dolosa, bem como também não entregaram os documentos à então secretária para a Administração e Justiça Florinda Chan, e não deram instruções para que estes fossem guardados.

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