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Macau/Tufão: Escola Portuguesa regista prejuízo de mais de 100 mil euros

Logótipo de O Jogo O Jogo 06/09/2017 Administrator

O ano letivo arrancou hoje, como previsto, na Escola Portuguesa de Macau, duas semanas depois da passagem do pior tufão dos últimos 53 anos, que causou prejuízos de 104 mil euros no estabelecimento de ensino, informou a direção. "Neste momento apontamos para um prejuízo na ordem de um milhão de patacas [104 mil euros]", disse à agência Lusa, o diretor da Escola Portuguesa de Macau, Manuel Machado. O mesmo responsável salientou o apoio disponibilizado, ...

O ano letivo arrancou hoje, como previsto, na Escola Portuguesa de Macau, duas semanas depois da passagem do pior tufão dos últimos 53 anos, que causou prejuízos de 104 mil euros no estabelecimento de ensino, informou a direção.

"Neste momento apontamos para um prejuízo na ordem de um milhão de patacas [104 mil euros]", disse à agência Lusa, o diretor da Escola Portuguesa de Macau, Manuel Machado.

O mesmo responsável salientou o apoio disponibilizado, "desde o primeiro momento, pela Direção dos Serviços de Educação e Juventude e pelo conselho de administração da Fundação Escola Portuguesa de Macau para ajudar no que for necessário para estes trabalhos de reconstrução e reparação".

"O que falta fazer é a substituição dos vidros partidos porque há escassez de vidros. (...) Há muita gente a precisar de vidros. Já foram encomendados, e o que está previsto é serem todos colocados ao mesmo tempo quando vierem. Há algumas janelas sem vidros, há vidros que faltam também na cantina, mas o funcionamento da cantina está assegurado", explicou Manuel Machado.

"Julgo que até ao final deste mês, os [trabalhos de reparação] estejam concluídos", observou.

O diretor da Escola Portuguesa adiantou também que os dois muros exteriores da escola derrubados pelo tufão já foram reconstruídos, mas que "ainda têm de ser pintados e têm que ser colocadas grades que também foram danificadas" pelo Hato.

Um desses muros tinha, no final de maio, sido objeto de uma intervenção do artista português Vhils. A direção da escola já informou o artista da queda do mural, mas não foram estabelecidos mais contactos no sentido de, no futuro, Vhils realizar novo trabalho naquele espaço.

"Isso ainda não foi conversado", disse Manuel Machado.

O mesmo responsável afirmou que o novo ano escolar arrancou hoje "da melhor maneira" para os 574 alunos inscritos entre o 1.º e 12.º ano, depois de realizadas algumas obras na escola.

"Felizmente, conseguimos em tempo útil fazer todos os trabalhos de reconstrução e reparação necessários ao arranque do ano letivo sem pôr em causa a data previamente acordada", afirmou.

Não houve necessidade de nenhuma medida extra porque "todos os espaços por onde circulam professores, alunos e funcionários estão devidamente seguros", observou.

"De manhã, as crianças do primeiro ciclo foram recebidas pelos seus professores e estão ainda em atividades. Às 10:00 [03:00 em Lisboa] houve uma reunião geral dos alunos do segundo e terceiro ciclos do ensino secundário com a direção da escola e posteriormente foram recebidos pelos diretores de turma. Portanto, decorreu da melhor maneira, e as atividades estão agora em curso", afirmou.

Além de algumas janelas e portas partidas e queda de muros, quase todas as árvores nos pátios da escola foram arrancadas pelo tufão, que também causou danos nos ares condicionados e sistemas de ventilação.

O tufão Hato, que atingiu Macau em 23 de agosto, causou dez mortos e mais de 240 feridos, além de avultados estragos no território ainda por avaliar.

A Escola Portuguesa de Macau celebra, no próximo ano letivo, o vigésimo aniversário.

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