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Macau/Tufão: Governo aconselha a ferver água canalizada devido a risco de danos em depósitos de prédios

Logótipo de O Jogo O Jogo 28/08/2017 Administrator

O Governo de Macau aconselhou hoje a população a ferver a água canalizada, que esteve interrompida vários dias devido à passagem do tufão Hato na quarta-feira, devido ao risco de contaminação em depósitos de prédios danificados.

"A água tem de ser bem fervida antes de ser consumida (...) A água canalizada é de qualidade, basta ferver antes de consumir", disse o chefe do Centro de Prevenção e Controlo da Doença, Lam Cheong, em conferência de imprensa.

Com a passagem do Hato na quarta-feira, o mais forte a atingir a cidade em 50 anos, metade de Macau ficou sem água, em parte devido a danos numa das centrais de tratamento de água. O abastecimento tem vindo a ser reposto, restando atualmente 25 edifícios com as torneiras a seco, que a diretora dos Serviços de Assuntos Marítimos e de Água (DSAMA), Susana Wong, explicou deverem-se a avarias nos edifícios.

Apesar da recomendação para se ferver água, Wong sublinhou que "a água canalizada é boa" e pode ser consumida, mas alertou para casos em que os tanques dos edifícios ou as tubagens não estejam em boas condições. Nestes casos, "é responsabilidade do edifício" e não da rede pública, frisou.

Os Serviços de Saúde esclareceram posteriormente que o risco está no momento em que a água passa por depósitos ou cisternas de grandes edifícios, já que nalguns casos foram corrompidos por detritos devido ao tufão.

Oito pontos de distribuição de água potável continuam a funcionar na cidade.

Com a maior parte do abastecimento de água e eletricidade reposto, o lixo emerge como a principal preocupação do Governo.

"Há grandes entulhos de lixo pelas ruas. No dia 27 [domingo] recolhemos 1.785 toneladas, em 150 veículos, com 820 trabalhadores", indicou o chefe de departamento dos Serviços de Ambiente e Licenciamento do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM), Fong Vai Seng, acrescentando que entre a meia-noite e as 08:00 (17:00 de domingo e as 01:00 de hoje) foram recolhidas outras 850 toneladas.

Ung Sao Hong, do conselho de administração do IACM, deu conta de 75 toneladas de carne estragada descartada, mas alertou para a existência de "lojas que estão a secar produtos e depois a vendê-los".

Apesar do lixo acumulado, Lam Cheong disse que não foi registado qualquer caso de doenças transmissíveis, inclusive novos casos de febre de dengue. Nas zonas que sofreram mais inundações, entre a Barra e a Ilha Verde, as autoridades têm realizado ações diárias de pulverização de mosquitos.

Questionado sobre as inundações na zona do Porto Interior, muito frequentes mas desta vez particularmente severas, o porta-voz do Governo, Victor Chan, lembrou terem já sido encomendados estudos sobre a matéria, que apontam para dois tipos de soluções: uma através da criação de "uma barreira", e outro com a avaliação da corrente a nível regional, através de "um plano integral em Macau para tratar a água na fonte".

Um plano preliminar deverá estar pronto "em meados do próximo ano", disse.

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