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Macau/Tufão: Governo não estava preparado para enfrentar catástrofe -- chefe do executivo

Logótipo de O Jogo O Jogo 06/09/2017 Administrator

O chefe do Governo de Macau disse hoje que o executivo não estava preparado para enfrentar um desastre da dimensão do tufão Hato, o pior dos últimos 53 anos a atingir Macau, há exatamente duas semanas.

"Sem qualquer desastre, sem qualquer acontecimento, todos nós ficámos muito relaxados, sem aquela cautela, aquela precaução, para qualquer incidente, mas agora, com esta catástrofe, eu como chefe do executivo e a minha equipa toda, posso considerar que prestámos o nosso melhor e [que] vamos considerar dar o nosso melhor para auxiliar a população", disse Chui Sai On.

"O mais importante é nós conseguirmos verificar uma alta qualidade cívica da população. A população esteve muito unida, foi muito coesa, em recuperar a estabilidade e a ordem da sociedade", acrescentou, durante uma intervenção numa conferência de imprensa da Comissão para a Revisão do Mecanismo de Resposta a Grandes Catástrofes e o seu Acompanhamento e Aperfeiçoamento, à qual preside.

O tufão Hato, ocorrido a 23 de agosto, foi o mais forte registado em Macau nos últimos 53 anos, tendo provocado dez mortos e mais de 240 feridos, deixando um rasto de destruição na cidade, que sofreu graves interrupções no fornecimento de água e eletricidade.

A força dos ventos obrigou ao hastear do sinal 10 de tufão, o mais elevado, o que não acontecia desde 1999.

No dia após o tufão, Chui Sai On fez um pedido de desculpa à população de Macau, estimada em quase 650 mil habitantes.

"Embora tenhamos feito previsões e tomado medidas preventivas, face a este desastre não podemos deixar de reconhecer que o que foi feito não foi suficiente. Aqui, em nome do Governo da RAEM, peço imensas desculpas à população", declarou então, fazendo votos para que vida na cidade regressasse rapidamente à normalidade.

Chui Sai On voltou hoje a reiterar os mesmos votos quando questionado sobre qual a maior das prioridades do Governo. "Esperamos num curto espaço de tempo ter tudo a funcionar de forma normal", afirmou.

O líder do Governo disse também que a "estrutura da Proteção Civil funcionou de forma eficaz".

"Nunca tivemos esta experiência em mais de 50 anos. Também nunca tivemos uma previsão da subida da maré até este nível", acrescentou.

Durante o tufão Hato, 29% da área de Macau foi inundada e estima-se que as águas tenham subido até aos 5,5 metros no Porto Interior, na península de Macau.

Chui Sai On voltou a referir dois planos já mencionados na semana passada. O plano de curto prazo passa pelo aumento do dique em torno do porto, e o de longo prazo implica a construção de uma barragem, obra que requer a cooperação com regiões vizinhas, já que a comporta ficaria entre Macau e a cidade vizinha de Zhuhai.

No caso do dique, a ideia é aumentar o muro já existente, de cerca de quatro metros, de modo a ter entre seis e sete metros, o que poderia, por exemplo, bloquear a vista de rio.

Chui Sai On adiantou que na próxima segunda-feira vai reunir-se com as autoridades da província chinesa de Guangdong, adjacente a Macau, para discutir o aumento da capacidade do dique e a proposta de construção da barreira.

Já a secretária para Administração e Justiça, Sónia Chan, disse na conferência de imprensa de imprensa de hoje que uma nova estação elevatória vai ser construída no Porto Interior, para "atenuar ou mesmo impedir as inundações" naquela zona, nos casos de maré alta ou tufão.

Sónia Chan não precisou, contudo, o local da construção, afirmando apenas que não vai ser, conforme previsto anteriormente, no 'Ponte 23', um dos vários cais do Porto Interior, estruturas que remontam ao tempo da administração portuguesa.

"Prevê-se que o concurso público para esta estação seja realizado na primeira metade do próximo ano", disse.

A secretária acrescentou que o Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) irá instalar geradores de emergência nas atuais estações elevatórias para reforçar a sua capacidade de reposta às emergências durante as inundações.

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