Está a utilizar uma versão de browser mais antiga. Utilize uma versão suportada para obter a melhor experiência possível com o MSN.

Macau/Tufão: Idosos suspeitos de divulgar notícias falsas com termo de identidade e residência

Logótipo de O Jogo O Jogo 01/09/2017 Administrator

Dois irmãos de Macau, de 73 e 68 anos, suspeitos de divulgarem notícias falsas sobre mortos, depois da passagem do tufão Hato, encontram-se com termo de identidade e residência, disse à Lusa o gabinete do Procurador.

Os irmãos, um homem e uma mulher, tinham sido levados para as instalações da Polícia Judiciária (PJ) no início da semana para serem interrogados acerca da divulgação, na rede social chinesa "WeChat", de informações falsas de que cinco pessoas tinham sido encontradas mortas num parque de estacionamento na zona do Fai Chi Kei, no norte da cidade.

Segundo os dados oficiais, dez pessoas morreram devido ao impacto do tufão Hato, que atingiu Macau no dia 23, quatro delas em parques de estacionamento que ficaram inundados.

Após o interrogatório, os suspeitos foram encaminhados para o Ministério Público.

"Em 29 de agosto de 2017, a polícia transferiu dois arguidos, suspeitos de terem divulgado notícia falsa de que o Governo tivesse bloqueado o acesso à notícia relativa à morte de cidadãos causada pelo tufão Hato, ao Ministério Público para se registar e instaurar o inquérito", indica o esclarecimento enviado hoje.

Segundo o gabinete do Procurador, após o interrogatório preliminar, foi aplicada aos "dois arguidos a medida de coação de termo de residência e identidade", encontrando-se agora o processo "a aguardar a investigação".

Na terça-feira, fonte da PJ esclareceu à agência Lusa que os dois irmãos não iniciaram o rumor, mas propagaram-no. Segundo a mesma fonte, os dois incorrem no crime de "ofensa a pessoa coletiva que exerça autoridade pública".

De acordo com este artigo do Código Penal, "quem afirmar ou propalar factos inverídicos, sem ter fundamento para, em boa-fé, os reputar verdadeiros, capazes de ofenderem a credibilidade, o prestígio ou a confiança que sejam devidos a pessoa coletiva, instituição, corporação, organismo ou serviço que exerçam autoridade pública, é punido com pena de prisão até seis meses ou com pena de multa até 240 dias".

Entretanto, outros dois casos de alegadas notícias falsas sobre mortes foram detetados pelas autoridades. De acordo a edição de quinta-feira do Jornal Tribuna de Macau, a PJ identificou duas mulheres, de 49 e 63 anos, que "terão divulgado informações de que haveria mais vítimas mortais" também no autossilo do Fai Chi Kei.

Segundo o jornal, os dois casos foram descobertos durante uma visita da PJ a casa das suspeitas, em que foram verificados os conteúdos dos telemóveis e encontradas mensagens partilhadas pelas duas mulheres nas redes sociais. Também neste caso, as mulheres são suspeitas de divulgar a informação, mas não de a ter iniciado.

AdChoices
AdChoices

Mais de O Jogo

image beaconimage beaconimage beacon