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Macau/Tufão: Irmãos detidos por espalharem informações falsas sobre número de mortos

Logótipo de O Jogo O Jogo 29/08/2017 Administrator

A Polícia Judiciária (PJ) de Macau deteve dois irmãos, suspeitos de espalharem informações falsas sobre mortos não contabilizados pelo Governo, depois da passagem do tufão Hato, que oficialmente matou dez pessoas.

De acordo com o Jornal Tribuna de Macau, os detidos, um homem, de 73 anos, e uma mulher, de 68, divulgaram na rede social chinesa "WeChat" informações falsas de que cinco pessoas tinham sido encontradas mortas num parque de estacionamento na zona do Fai Chi Kei, no norte da cidade.

Segundo os dados oficiais, dez pessoas morreram devido ao impacto do tufão Hato, que atingiu Macau na quarta-feira, quatro delas em parques de estacionamento que inundaram.

À agência Lusa, fonte da PJ esclareceu que os dois irmãos não iniciaram o rumor, mas propagaram-no. Segundo a mesma fonte, os dois incorrem no crime de "Ofensa a pessoa coletiva que exerça autoridade pública".

De acordo com este artigo do Código Penal, "quem afirmar ou propalar factos inverídicos, sem ter fundamento para, em boa-fé, os reputar verdadeiros, capazes de ofenderem a credibilidade, o prestígio ou a confiança que sejam devidos a pessoa coletiva, instituição, corporação, organismo ou serviço que exerçam autoridade pública, é punido com pena de prisão até seis meses ou com pena de multa até 240 dias".

Têm sido vários os rumores a circular nas redes sociais envolvendo o cenário pós-tufão, nomeadamente sobre pessoas que não foram resgatadas.

No sábado, o Governo de Macau informou que a PJ está a investigar uma alegada "calúnia" contra o Exército de Libertação Popular (ELP) chinês, cuja guarnição em Macau esteve nas ruas entre sexta-feira e segunda-feira, para trabalhos de limpeza.

O porta-voz do Governo não quis, na altura, divulgar o conteúdo da dita calúnia, mas funcionários do Governo e jornalistas chineses disseram à Lusa que os comentários em causa, divulgados em língua chinesa numa rede social, referiam que uma pessoa teria sido morta pelo ELP durante as operações de limpeza em Macau.

O coordenador do Centro de Operações da Proteção Civil (COPC), Ma Io Kun, indicou que "só o facto de se invocar e difundir rumores irresponsáveis sobre a prática de um crime falso já constitui calúnia, pelo que a Policia Judiciária está neste momento a investigar".

"Pode ser um crime de falsificação de notícias. Enquadra-se em matéria criminal", sublinhou no sábado.

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