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Macau/Tufão: Nas ruas mantém-se o combate ao lixo e mosquitos

Logótipo de O Jogo O Jogo 28/08/2017 Administrator

A desinfestação e a fumigação do lixo nas zonas de Macau mais afetadas por inundações continuava hoje a mobilizar autoridades e voluntários, para evitar as doenças transmitidas por mosquitos, como a dengue.

Grupos de pessoas com camisolas dos Serviços de Saúde e equipadas com fumigadores enfrentavam na tarde de hoje a chuva, entrando nos becos e ruelas da zona da Barra para pulverizar os detritos acumulados, após a passagem de dois tufões em menos de uma semana.

Com a maior parte do abastecimento de água e eletricidade reposto, o lixo emerge como a principal preocupação do Governo.

Só entre a meia-noite e as 08:00 de hoje (17:00 de domingo e as 01:00 de hoje em Lisboa) foram recolhidas 850 toneladas de lixo.

A fumigação dos detritos é feita de duas formas: uma com pulverização e outra com substâncias químicas, disse à agência Lusa o porta-voz dos Serviços de Saúde Vítor Moutinho. "Os vapores são lançados para os detritos e fazem a inoculação das larvas, impedindo a proliferação do mosquito", explicou.

A fumigação teve início na tarde de quinta-feira, um dia depois da passagem do Hato -- o pior tufão dos últimos 50 anos --, disse, explicando tratar-se de ações desenvolvidas pelos Serviços de Saúde e Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais.

Vários voluntários começaram a mobilizar-se e os Serviços de Saúde iniciaram, na sexta-feira, a distribuição de equipamentos a estes grupos para eles próprios fazerem a fumigação, adiantou Vítor Moutinho, explicando que "não vai ser possível contabilizar o número de pessoas envolvidas, porque entretanto foram criados diversos grupos".

"Mais do que contabilizar [o número de pessoas envolvidas], é preciso prevenir a proliferação do mosquito e tudo o que tenha a ver com doenças transmitidas pelo mosquito, como a febre de dengue, o vírus Zika e a malária", disse.

Desde o início do ano, Macau registou seis casos de febre de dengue, que resultaram de picadas de mosquitos na cidade, a que juntaram sete casos importados.

"Até agora não há registo de novos casos de doenças transmitidas pelo mosquito, mas nas semanas anteriores houve casos de dengue, portanto não se pode descartar essa possibilidade", acrescentou.

As zonas da Barra e do Porto Interior estão entre as mais afetadas pelas inundações, mas outras como o Patane, Rua da Barca e bairro do Fai Chi Kei, no norte da península de Macau, também estão a ser alvo das medidas antimosquitos.

Os próprios militares do Exército de Libertação Popular chinês, mobilizados para ajudar na limpeza da cidade entre sexta-feira e a manhã de hoje, realizaram ações de desinfestação, para prevenir a propagação de doenças.

Além do controlo das pragas e mosquitos, o chefe do Centro de Prevenção e Controlo da Doença, Lam Cheong, aconselhou já a população a ferver a água canalizada, que esteve interrompida vários dias devido à passagem do tufão Hato na quarta-feira, devido ao risco de contaminação em depósitos de prédios danificados.

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