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Macau/Tufão: Património, incluindo o classificado pela UNESCO, sem danos graves

Logótipo de O Jogo O Jogo 24/08/2017 Administrator

O património de Macau, incluindo o que está classificado pela UNESCO, não sofreu danos graves, afirmou hoje o secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, um dia depois após a passagem do tufão Hato, o mais forte em 50 anos.

"O dano criado é muito mínimo. O património de Macau não foi muito afetado. Graças a deus", afirmou Alexis Tam, um dos três secretários presentes na conferência de imprensa convocada pelo chefe do Executivo, Fernando Chui Sai On, para apresentar os trabalhos de acompanhamento pós-tufão.

O Instituto Cultural (IC) realizou hoje uma primeira ronda de vistorias e as conclusões preliminares indicam que "nenhum sítio se encontra, de momento, em perigo estrutural", existindo "um pequeno número de locais que sofreram danos por via de queda de árvores ou falta de eletricidade".

Esta informação foi detalhada em comunicado pelo IC que destacou pessoal para inspecionar o conjunto inscrito na Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO, em inglês), incluindo o Centro Histórico de Macau e os edifícios classificados (61 monumentos e 46 edifícios de interesse arquitetónico) e os principais templos e igrejas.

"Os 22 edifícios do Centro Histórico encontram-se basicamente em boas condições", garantiu o IC, dando o exemplo da Fortaleza da Guia, cujo muro sofreu danos, devido à queda de árvores, e da queda do mastro com o sinal de tufão em cima do edifício.

O teto falso do frontispício do Teatro Dom Pedro V, o primeiro teatro de estilo ocidental na China, também caiu e os andaimes de reparação do Seminário e Igreja de S. José ficaram danificados e vão precisar de ser reforçados, tendo sido ainda registadas quedas de árvores no Largo do Lilau, que causaram, inclusive, ferimentos a transeuntes.

O IC indicou que vão ser realizadas, com a maior brevidade, inspeções 'in loco', por empresas contratadas, e que os departamentos relevantes vão ser contactados nos próximos dias "a fim de eliminar as situações de perigo o mais rapidamente possível".

O IC refere ainda ter também entrado em contacto com os proprietários e os administradores dos principais templos e igrejas, não havendo "grandes danos nas estruturas ou paredes exteriores".

Já os templos e igrejas que sofreram danos com a queda de árvores ou danos nos telhados devido à força das águas -- que estiveram sem comunicações ou eletricidade -- o IC enviou funcionários aos locais para "fornecer com urgência apoio e assistência na limpeza".

Devido à "grande quantidade de edifícios do património" em Macau "ainda não estão concluídas as vistorias a mais de 100 edifícios classificados", afirmou o IC.

Dado ser ainda "necessário algum tempo" para "levar a cabo uma inspeção detalhada e limpeza", o horário de abertura de todos os edifícios patrimoniais, incluindo templos e igrejas, será ajustado consoante as circunstâncias e os mesmos serão apenas reabertos ao público após a conclusão dos trabalhos de reparação.

Na conferência de imprensa, o secretário para os Assuntos Sociais e Cultura falou também dos antigos estaleiros navais de Lai Chi Vun, em Coloane: "Não estão em boa condição, mas a povoação não foi muito afetada. Só um dos dez estaleiros é que foi destruído. No futuro podemos reconstruir a estrutura e os outros nove vamos reforçar".

Em março, o IC anunciou a abertura do procedimento de classificação do conjunto de Lai Chi Vun -- donde o último barco saiu há mais de uma década -, determinando a suspensão de qualquer intervenção nos estaleiros que se encontravam em grave estado de degradação.

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