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Macau/Tufão: Proibição de entrada no território é igual ao que se faz em todo o mundo - Governo

Logótipo de O Jogo O Jogo 27/08/2017 Administrator

O secretário para a Segurança de Macau desvalorizou hoje a proibição de entrada no território de pessoas, uma medida de segurança que todos os países do mundo adotam quando consideram ser necessário.

Wong Sio Chak falava numa conferência de imprensa de balanço dos trabalhos de limpeza do tufão Hato, o pior nos últimos 50 anos a passar por Macau, onde deixou um rasto de destruição, dez mortos e mais de duas centenas de feridos.

"Não podemos aqui revelar a razão porque não tiveram autorização de segurança, é igual em todo o mundo, não é único de Macau", afirmou, quando questionado sobre o caso de quatro jornalistas de Hong Kong, impedidos de entrar no território no sábado.

Para Wong Sio Chak, a recusa da entrada de pessoas não é decidida em razão de "comentários ou críticas" que as autoridades "não gostam". Esclareceu ainda que, no sábado, quando as pessoas foram impedidas de entrar no território, desconhecia que eram jornalistas.

A "aplicação da lei é feita de forma rigorosa", disse o responsável, sublinhando que as autoridades "não estão a atacar, nem estão concentradas numa só profissão".

Cada região, cada país tem a sua política de entrada e segurança que aplica de acordo com a legislação vigente, disse.

"A decisão sobre estes casos é confidencial, não é para divulgar e essa é uma regra mundial", reiterou.

De acordo com o 'site' do diário South China Morning Post (SCMP), quatro jornalistas de Hong Kong (um fotógrafo do SCMP, dois repórteres do Apple Daily e outro do portal HK01), que pretendiam fazer a cobertura da situação após a passagem do tufão Hato, foram impedidos de entrar em Macau.

As autoridades justificaram a proibição de entrada por os jornalistas representarem uma ameaça à segurança interna, indicou o jornal.

Segundo o 'site', os Serviços de Migração de Macau indicaram que os jornalistas "representam um risco para a estabilidade da segurança interna" da Região Administrativa Especial chinesa.

A Associação de Imprensa em Português e Inglês de Macau (AIPIM) disse que "lamenta profundamente" a decisão das autoridades locais de recusar entrada a quatro jornalistas de Hong Kong, considerando que tal "prejudica a imagem" da cidade.

Num comunicado enviado hoje, a AIPIM "considera incompreensíveis e insatisfatórias as justificações dadas pelas autoridades locais para a decisão e alerta que esta atitude, tal como outras semelhantes no passado, prejudica a imagem internacional da RAEM [Região Administrativa Especial de Macau] no que atoca ao respeito pela liberdade de imprensa".

Noutro comunicado conjunto, a Associação de Jornalistas de Hong Kong e a Associação de Fotojornalistas de Hong Kong lamentaram igualmente o incidente e instaram Macau a respeitar a liberdade de imprensa.

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